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Vidas construídas lado a lado

“O que eu fiz por ele, me sinto recompensado"

Seu Luis tem orgulho do filho
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

“O que eu fiz por ele, me sinto recompensado. Tudo que eu me dediquei, a vida inteira, meu filho está me retribuindo sendo uma boa pessoa e trabalhadora”, afirma o aposentado, Luis Martinelli, 66 anos, de Erechim, pai solteiro. E, acrescenta, “meu filho é um orgulho pra mim. Ele tem 18 anos e vai fazer 19 anos no dia 30 de novembro”.

Luis lembra que quando ele se separou da mãe, o filho tinha um ano e meio de idade. “Fiquei com ele e cuido até hoje, como ele cuida de mim. Era difícil porque tinha que trabalhar e cuidar de uma criança. Mas fiz questão de ficar com o filho, quando nasceu me apeguei muito. Eu ia dormir deitava do lado da cama e nunca me incomodou. Deitava de noite e acordava de manhã. Dava mama de noite e depois de manhã. E quando eu me acordava ele despertava junto. Me apeguei tanto que não consegui me separar”, lembra.

No começo, Luis precisava da ajuda de uma babá para cuidar da criança. “E quando o filho não queria ficar com ela eu levava junto pro trabalho”, afirma. Seu Luis foi durante muito tempo taxista e depois pedreiro, se aposentando nesta profissão.   

“Quando faltava 18 dias para o meu filho completar 15 anos, ele me disse que ia trabalhar para me ajudar com as contas da casa. E foi trabalhar no programa Aprendiz, do primeiro emprego, e não parou mais”, conta.

Com satisfação, seu Luis comenta que já faz três anos que o filho está trabalhando e seguindo os passos do pai. “Ele tem moto, carro, casou e se dão muito bem”, diz.

Luis encaminhou a sua aposentadoria há mais de um ano e há um mês conseguiu se aposentar. Pai e filho moram na mesma casa. Neste período, enquanto não saía o benefício, ele continuou trabalhando, mas ficou orgulhoso quando o filho disse que estava na hora do pai parar e só ele trabalhar.

Neste momento de pandemia, seu Luis se cuida bastante, fica reservado em casa e recebe poucas visitas. “E tudo que o filho faz, pergunta pra mim. Pai hoje vou em tal lugar, posso ir”, pergunta ele.

Conforme Luis, ele vive muito bem com o filho, são unidos. “Os pais têm que pegar os filhos desde pequeno e colocar rédeas, porque se soltar eles vão pra droga e pra maldade. Mas com amor, chegar no grito não adianta, não resolve nada. Educando com amor e carinho eles dão retorno”, diz.

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