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Ensino

“Hoje percebo que o professor é essencial à aprendizagem”

Percepção é da estudante da rede estadual de Erechim, Amanda Emely Gatti, sobre o ensino remoto

Amanda Emely Gatti estudante da rede estadual de Erechim
Por Amanda Mendes
Foto Taiane do Carmo

A dificuldade de estudar sem a presença do professor está se intensificando cada vez mais. Essa é a avaliação da estudante da rede estadual de Erechim, Amanda Emely Gatti, que está no segundo ano do ensino médio, sobre o ensino remoto, medida adotada para reduzir as exposições ao novo coronavírus, em todo o país.

“Sempre estudei em escola pública, e percebo que há diversos problemas no ensino estadual desde antes da suspensão das aulas presenciais, contudo, agora aprendendo em casa, está muito mais difícil, pois não tenho orientação de alguém que realmente entenda do conteúdo”, contou à reportagem do Jornal Bom Dia.

Amanda relata ainda que esse período está demonstrando a necessidade da presença do professor para que os processos de ensino e aprendizagem sejam efetivos. “Por exemplo, tenho muita dificuldade em Matemática e Física e sinto que sozinha não estou aprendendo nada, nem as videoaulas parecem ajudar, porque o professor não está conosco e só hoje percebo como eles são essenciais para a aprendizagem. Esse cenário tem me deixado muito preocupada, pois posso me prejudicar futuramente, caso esses conteúdos não sejam aprendidos”. 

Ensino remoto

As aulas estão suspensas desde março no Rio Grande do Sul. No primeiro momento, a rede estadual implementou as Aulas Programadas, com atividades para serem realizadas em casa, visando não interromper a rotina de estudo.

Com o Plano de Retorno Gradual na Educação do Estado, o ensino remoto foi liberado em modalidade híbrida nas instituições públicas desde o dia 29 de junho. Nas escolas da rede estadual do Rio Grande do Sul, a alternativa encontrada para viabilizar o ensino remoto foi a plataforma Google Sala de Aula (Classroom).

Plataforma Classroom

Amanda comenta que além da Classrom, os professores estão disponibilizando videoaulas por meio do Youtube e há também envio de textos para auxiliar os estudos. “Só que estou sentindo uma certa falta de compreensão, pois a quantidade de trabalhos está bem expressiva, com prazos curtos e, como comentei, estou com dificuldades em aprender os conteúdos em casa. Comuniquei a escola e fui informada de que iriam conversar com os professores para que eles fossem mais sensíveis”.

Segundo a estudante, o acesso à plataforma disponibilizada pelo governo estadual não apresenta problemas. “Só em um arquivo de um trabalho que eu tive dificuldades para conseguir abrir, mesmo disponível na Classrom, então, entrei em contato com a professora”. 

Problemas devem ser relatados

De acordo com a assessoria de comunicação da 15ª Coordenadoria Regional de Educação, a Classrom não é a única metodologia para acesso as aulas.  

“É uma das possibilidades e disponível para os estudantes que possuem acesso à internet. Quando ocorre qualquer problema com o uso da plataforma, o aluno deve relatar ao professor para ser encaminhado ao suporte. Nesse período de suporte, outras possibilidades de acesso ao conteúdo serão oportunizadas, tais como material físico ou envio de atividade por meio de redes sociais, tais como o Facebook ou Whatsapp”.

 

 

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