Apenados do Presídio Estadual de Erechim já produziram mais de cinco mil unidades de máscaras de proteção individual que auxiliam no controle da pandemia do coronavírus, impedindo que pessoas infectadas levem o vírus adiante.
A produção iniciou ainda no mês de março, quando o Município adotou, via decretos de calamidade pública, uma série de medidas, como o fechamento de estabelecimentos não essenciais, para tentar evitar a proliferação da doença na cidade.
De acordo com a administradora do Presídio Estadual de Erechim, Angélica Milkiewicz da Silva Bartmer, a direção conseguiu que uma empresa, que já tem parceria com a penitenciária, cedesse uma máquina de costura e a Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários) fornece os insumos necessários, como tecidos, elásticos e linha.
Distribuição
Na casa prisional, três mulheres e um homem receberam autorização para trabalhar na confecção dos utensílios. “As detentas trabalham nos moldes e cortes de tecidos e o detento na máquina. A produção deve continuar enquanto existir necessidade”, explica Angélica.
A administradora conta ainda que as máscaras são usadas pelos apenados, servidores e funcionários da própria penitenciária e “também são distribuídas para as Delegacias Regionais da Susepe, que organizam a distribuição para locais onde sejam necessários os utensílios”.
Sistema prisional
No estado, máscaras estão sendo confeccionadas em pelo menos 24 presídios, entre eles, além do de Erechim, está também o de Getúlio Vargas.
De acordo com a Susepe, até o final do mês de maio haviam sido produzidas mais de 110 mil máscaras, distribuídas para servidores, apenados e funcionários das casas prisionais. Além disso, no período, mais de 27 mil unidades haviam sido doadas para ONGs, escolas e outras entidades.