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Erechim

Sede própria da AGER custará R$ 750 mil

Projeto de Lei Executivo, será votado na próxima segunda-feira (13) e não é unanimidade entre os vereadores, que acreditam não ser o momento para esse tipo de investimento

O projeto precisa ser aprovado pela Câmara de Vereadores, pois se trata de crédito especial, já que
Luiz Francisco Schmidt, na justificativa do projeto: “Em sete anos de aluguel, a AGER já consumiu ma
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Na próxima segunda-feira (13), irá a votação na Câmara de Vereadores de Erechim, Projeto de Lei Executivo para incluir na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) a aquisição de sala comercial através de crédito especial, para instalar sede própria da AGER (Agência Reguladora dos Serviços Públicos Municipais de Erechim), no valor de R$ 750 mil, ainda este ano.

Prédio em precário estado de conservação

Segundo a lei, os recursos são do superávit financeiro do exercício de 2019 e já estão depositados nas contas bancárias da AGER. Na justificativa assinada pelo prefeito de Erechim, Luiz Francisco Schmidt, alega que a AGER está instalada em prédio locado em precário estado de conservação, distante do Executivo, sem qualquer tipo de segurança.

Compartilhar decisão com gestão anterior

Outra alegação é que na gestão anterior (Polis e Ana) a preocupação era constante e a intenção na época era a construção de uma sede própria num imóvel do município, que acabou não acontecendo em razão de riscos da contratação por licitação que muitas vezes acaba na justiça e fica emperrada por anos, como vem ocorrendo em obras públicas, para construção de uma sala comercial: “fomos aconselhados pelo ex-presidente da Ager, Joarez Sandri em adquirir uma sala comercial disponível no mercado de forma mais prática e segura, considerando que a AGER tem recursos disponíveis”, diz o prefeito em outra parte da justificativa do projeto.

Gastos com alugueis

Seguem os argumentos, em que atualmente salas novas custam R$ 2,9 mil por metro quadrado e no passado era da R$ 4 mil a R$ 7 mil: facilita a relação de trabalho sem depender de locomoção de veículo, proporcionando economicidade.  Em sete anos de aluguel, a AGER já consumiu mais de R$ 224 mil, sendo um dinheiro desperdiçado.

Não é unanimidade entre os vereadores

Na Câmara de Vereadores o projeto ainda não foi digerido em sua plenitude pelos vereadores e corre o risco de ser rejeitado na votação da próxima segunda-feira, pois acreditam que não é momento para um investimento dessa envergadura, com a retração da economia, mesmo que a AGER tenha os recursos.

Tem que se buscar a autossuficiência

Eu, particularmente, sempre fui contra o Executivo pagar aluguéis estratosféricos. Acredito que tem condições de buscar a autossuficiência e deixar de gastar com imóveis e alugueis caros. A justificativa foi compartilhada com a antiga gestão para dividir o peso da aquisição. Gostaria de ver essa justificativa da economicidade em todos os contratos de aluguéis, e que se use áreas de propriedade do município, como a Fundação Cotrel. Espero que o assunto alugueis seja discutido na campanha eleitoral.  

 

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