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Ensino

Plano de contingência: união entre a Saúde e Educação irá orientar instituições de ensino

Coordenadora da 15ª CRE, Juliane Bonez, concedeu entrevista à TV Bom Dia
Por Amanda Mendes
Foto Marcos Quadros

Mesmo com retorno distante, as instituições de ensino já estão organizando os protocolos de segurança, por meio dos planos de contingência, para atuar na prevenção ao novo coronavírus. O documento é obrigatório para que as atividades presenciais sejam liberadas. Para explicar os objetivos dos planos, a TV Bom Dia entrevistou na quinta-feira (25), a coordenadora da 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Juliane Bonez.

Na oportunidade, a coordenadora explicou que os planos estão sendo elaborados com apoio dos Centros de Operações de Emergência em Saúde para a Educação (COE-E). “Esses centros existem em diversos níveis: estadual, regional, municipal e local. Eles têm por objetivo organizar o retorno das atividades escolares e, mesmo que ainda não haja previsão e a retomada esteja em um horizonte muito distante, é importante essa união entre a Educação e a Saúde”.

“Ainda, é importante ressaltar que o diagnóstico e o acompanhamento dos planos, continuam sendo responsabilidade dos comitês de Saúde, com pareceres técnicos, mas agora, a Educação se agrega nesse processo. Assim, os COEs contam com a representação de pessoas das coordenadorias regionais e secretarias municipais de Saúde e Educação”, acrescentou Juliane.

Organização dos COEs

Segundo a portaria conjunta publicada pelas Secretarias Estaduais de Saúde e Educação, serão ampliados os COEs Regional e COEs Municipal, incluindo participantes da educação das respectivas esferas.

Assim, os COE deverão ter a seguinte constituição:

COE-E Estadual: será composto por quatro representantes da Secretaria da Educação, um representante da Secretaria da Saúde, um da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão, um da Secretaria de Governança e Gestão Estratégica, um representante da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul, um representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, um representante da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação e um representante do Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul, os quais serão designados mediante portaria conjunta da Secretarias da Saúde e Educação do Estado;

COE Regional: serão ampliados os COE regionais nas Coordenadorias Regionais de Saúde, agregando dois representantes das Coordenadorias Regionais de Educação que compartilham os mesmos municípios de referência;

COE Municipal: serão ampliados os COE municipais, agregando dois representantes da educação, sendo um da respectiva rede municipal de ensino e outro das escolas privadas, comunitárias ou confessionais do município;

COE-E Local (instituição de ensino): formado, no mínimo, por um representante da direção da instituição de ensino, um da comunidade escolar ou acadêmica e um da área de higienização.

Plano de contingência

De acordo com Juliane, os COE-E locais tem como atribuição principal a elaboração do plano de contingência, vislumbrando os protocolos necessários ao retorno presencial. “A portaria indica todos os itens que os documentos devem constar, tais como, os equipamentos de proteção individual que as escolas deverão adquirir, horários de limpeza dos ambientes, quantidades de horas-aula, número de alunos por sala de aula, condições de transporte escolar”.

“Por enquanto, não há previsão de retorno, mas estamos nos guiando pelas bandeiras de monitoramento das infecções pela covid-19. Ou seja, é um planejamento para quando as atividades presenciais forem liberadas e esses planos são essenciais, pois as aulas só poderão ser realizadas se os planos forem aprovados a partir de uma análise técnica. Essa iniciativa é para deixar a população tranquila, pois a retomada não será imediata, mas para pensarmos as possibilidades concretas que temos para voltar. Nesse momento, peço que as famílias mantenham a organização das atividades remotas junto aos estudantes, pois essa é alternativa que encontramos para garantir a saúde de todos”, concluiu Juliane.

A entrevista completa está disponível no site do Jornal Bom Dia e nas páginas do Grupo no Youtube e Facebook.

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