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Ensino

Estudantes surdos atendidos remotamente com intérpretes de Libras

Medida adotada na rede estadual de ensino é fundamental para rotina de aprendizagem, avalia articuladora da 15ª CRE

Intérpretes de Libras auxiliam traduzindo conteúdos aos estudantes
Por Amanda Mendes
Foto Divulgação

O ensino remoto, alternativa adotada no período de suspensão das aulas presenciais em função das transmissões do novo coronavírus, está alterando a dinâmica da Educação e revelando algumas barreiras aos processos de ensino e aprendizagem, principalmente pela ausência do professor. Para os estudantes com deficiência, enfrentar esses desafios está demandando ainda mais esforços da comunidade escolar.

Neste sentido, as aulas no sistema remoto para alunos surdos da rede estadual, estão contando com participação de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras). De acordo com a articuladora da Educação Especial e do Serviço de Atendimento Educacional Especializado (Saee) da 15ª Coordenaria Regional de Educação (CRE), Rosane Garcia, essa medida é imprescindível para a aprendizagem presencial e, principalmente, a distância.

“Temos estudantes que se comunicam pelos olhos e com as mãos, eles vêm num esforço redobrado para acompanhar as aulas remotas e garantir suas aprendizagens”, pontuou Rosane.

Em entrevista ao Jornal Bom Dia, a articuladora destaca as experiências nas escolas estaduais Professor João Germano Imlau, Santo Agostinho e Professora Helvética Rotta Magnabosco de Erechim.

Encontros virtuais, Whatsapp e materiais impressos

As atividades na rede estadual estão sendo realizadas por meio da plataforma Google Sala de Aula (Classroom), aplicativos de mensagens, tais como o Whatsapp e, para as famílias que não possuem acesso à internet, materiais impressos.

“Para os alunos que ainda não têm como utilizar o Google Sala de Aula, as escolas estão se organizando para terem acesso à plataforma. As intérpretes que já conseguem interagir com os alunos por meio desse recurso, dão suporte para traduzir, de maneira adequada, as atividades propostas pelos professores, dando continuidade e melhores condições para oportunizar o processo de aprendizagem desses estudantes”, afirmou a articuladora.

Rosane ressalta, ainda, que o material impresso é um recurso essencial para conseguir incluir os alunos que não possuem acesso à internet ou instrumentos tecnológicos.

“Momento exige participação da comunidade”

Para a articuladora, esse momento exige mais participação da comunidade escolar. “As famílias estão se envolvendo de maneira significativa na educação de seus filhos. Os encontros virtuais são fundamentais para garantir a construção da aprendizagem, mesmo que a distância. Afinal, essa caminhada de ensino remoto não pode ser solitária, é necessário esforços dos professores, alunos, pais e responsáveis. Acredito, também, que ao final desse período, sairemos fortalecidos, valorizando ainda mais nossas relações e interações presenciais, e, principalmente, antenados ao mundo virtual, percebendo-o como um ambiente possível para as novas aprendizagens”, concluiu Rosane.

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