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São João: comemoração será sem fogueira, mas com união, alegria e fé

Conselho do padre Valter Girelli, é que as celebrações sejam adaptadas ao momento de pandemia da covid-19

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Segundo o padre Girelli, a fogueira é um dos principais símbolos das festas juninas
Por Amanda Mendes
Foto Divulgação

As festas juninas comemoram o nascimento de São João Batista, mas neste ano, as bandeirinhas darão lugar às máscaras para que as celebrações aconteçam. “Celebramos o nascimento e o martírio, mas sem dúvida, a primeira é a mais marcante na religiosidade popular. Por isso, a maior festividade é por meio das festas juninas”, ressalta o padre Valter Girelli, reitor do Santuário de Fátima de Erechim.

O padre ressalta que neste ano haverá uma celebração diferente, respeitando as recomendações sobre o cuidado com a saúde pública. “A pandemia da covid-19, nos obriga a viver relativamente isolados, mas não na solidão. Minha sugestão é que se faça a celebração em família, junto às pessoas que estamos convivendo nesse momento de pandemia. Aproveitar para confraternizar em casa, de acordo com a tradição de cada um”, acrescentou Girelli.

São João Batista

À reportagem, Girelli explica que São João Batista é um personagem bíblico, filho do sacerdote Zacarias e de sua esposa Isabel. “Como Maria era parente da mãe de São João Batista, ele era da mesma família que Jesus. Além disso, seu nascimento é visto como um milagre, pois Isabel já era idosa quando o concebeu. Ele é o último profeta do Antigo Testamento, e foi elogiado por Jesus, que o considerava o maior entre os profetas”.

O padre ressalta, ainda, que São João Batista é um dos poucos santos que a igreja católica comemora o nascimento, no dia 24 de junho, e a morte, em 29 de agosto. “Para a igreja essas datas servem para celebrar liturgicamente a memória dele”.

“Ele batizou Jesus, por isso, é considerado um precursor, ou seja, aquele que veio preparar os caminhos para a acolhida. Como profeta, fazia apelos para que o povo se convertesse e mudasse de vida”, pontuou Girelli.

Fogueira, pipoca e quentão

Conforme Girelli, a fogueira é um dos principais símbolos das festas juninas. “Pode ser uma lenda, ou seja, não é um fato bíblico, nem histórico, mas dizem que a fogueira foi utilizada como um sinal para informar Maria de que São João Batista tinha nascido e também, a tradição popular incrementou diversas atividades, tais como comidas e bebidas, então cada região possui um estilo próprio de preparar a festa, assim, temos uma diversidade imensa. Mas alguns elementos não podem faltar: o quentão, a pipoca, amendoim, etc”, acrescenta”.

“Uma festa da alegria”

Sobretudo, Girelli afirma que a festa junina é marcada pela alegria. “As pessoas se vestem de maneira diferente, de caipiras, pois São João teve uma vida no campo, mas é fundamentalmente uma festa da alegria”.

Transmissões online

Girelli reafirma que as comemorações precisam ser adaptadas ao momento. “Na igreja teremos as celebrações normais, a oração do terço e da missa serão transmitidas pelo Youtube e Facebook do Santuário de Fátima”.

O padre aconselha, ainda, que as pessoas relatem como foram suas comemorações. “Acho que é um momento bonito para compartilhar coisas bonitas ligadas às festas juninas, partilhando as experiências nas redes sociais. Temos que aceitar viver essa situação, volto a dizer, isolados, mas não na solidão, porque certamente no próximo ano poderemos voltar as festividades juninas com alegria dobrada, mas agora, é necessário ter muito cuidado, porque o inimigo invisível está batendo às portas de muitas pessoas, então, não podemos brincar com algo tão sério”, concluiu o padre.

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