0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Segurança

Padrasto diz que não matou bebê e que saiu com mãe da criança para comprar drogas

Caso está sendo investigado pelos agentes da 2ª Delegacia de Polícia
Por Redação
Foto Alan Dias/Arquivo

O suspeito de matar o enteado no final da noite de quarta-feira (27), em Erechim, negou ser o autor do crime e em depoimento contou que ele e a mãe da criança, de nove meses e 28 dias de idade, teriam saído para comprar drogas e ao regressarem encontraram o bebê já sem vida. As informações foram divulgadas no final da manhã desta quinta (28) pela Polícia Civil.

Ainda conforme a polícia, que investiga o caso, a criança teria sido agredida na região da cabeça, enquanto a mãe - que é usuária de drogas - saiu para comprar entorpecentes em um bairro vizinho. Em seu depoimento, no entanto, a mulher, de 31 anos, informou que havia deixado a residência para buscar leite na casa de conhecidos - versão já desmentida pelos investigadores.

Ao retornar para casa, no bairro Aeroporto, ela teria encontrado o companheiro alterado e com sinais de embriaguez. Quando questionou o paradeiro do filho, o homem afirmou que a criança dormia e não deveria ser incomodada. Só que ao verificar a situação, a mãe constatou que o menor estava ferido e, aparentemente, sem vida.

“Ela deixou a casa com o filho no colo, conseguiu ajuda de populares e foi levada de carro até o Hospital Santa Terezinha. Infelizmente, a criança já teria entrado sem vida”, conta o delegado responsável pela investigação e titular da 2ª Delegacia de Polícia de Erechim, delegado José Roberto Lukaszewigz, citando o depoimento da mãe da criança.

O homem, de 42 anos, foi preso em casa, por policiais militares – os mesmos que foram chamados ao hospital para registro da ocorrência. Já na delegacia, negou ser responsável pela morte da criança.

Disse ainda que a mulher não teria saído de casa para pegar leite, mas comprar drogas e que estava acompanhada dele. Quando voltaram à residência, segundo ele, a criança já estava sem vida. À Polícia Civil a mulher confirmou ser usuária de drogas, mas negou a versão apresentada pelo companheiro.

O setor de investigações tem 10 dias para concluir o Inquérito Policial.

Publicidade

Blog dos Colunistas