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Segurança

Tragédia anunciada: esfaqueado em prédio abandonado em Erechim

Vários andares estão ocupados no prédio da esquina da Rua Silveira Martins com a Marechal Floriano
Por Rodrigo Finardi
Foto Tiago The Police/Reprodução

O Jornal Bom Dia, através do colega Igor Dalla Rosa Müller e a coluna Pente Fino, publicou inúmeras matérias sobre prédios abandonados em Erechim e seus perigos.

A última publicação foi em 17 de abril, menos de um mês atrás, com o seguinte teor:

 

O Jornal Bom Dia, e este espaço, já trouxeram várias matérias sobre prédios abandonados em Erechim, de uma construtora que faliu. E esses prédios abandonados trazem preocupações de todas as ordens aos moradores entorno deles.

O prédio localizado na esquina das ruas Marechal Floriano com a Silveira Martins, já está sendo ocupado por várias famílias. Uma ocupação irregular.

Pessoa que mora próxima ao local, afirma que tem uns quatro andares já ocupados e teme pelo pior: “são submoradias, sem condições de infraestrutura e higiene. Minha preocupação é que possam ocorrer crimes ali dentro, como estupros, ou outros”.

 

A crônica de uma morte anunciada, quase ocorreu, essa semana, e não foi por falta de alertas da imprensa e de moradores. Um homem foi esfaqueado e resistiu aos ferimentos.

Gritos, muito barulho, muita bebida, faz parte do dia-a-dia das pessoas que estão nesse prédio. E era uma questão de tempo, para que algo mais grave pudesse acontecer.

O brigadiano Tiago The Police, fez um vídeo da parte interna do prédio e do esfaqueado. Mostrou as condições degradantes em que vivem essas pessoas. Ratos por todas as partes, fezes pelas escadas, restos de comidas, camas, armários, sem luz e saneamento básico e as mínimas condições.    

Ontem (13), uma morada próxima ao local afirmou ao jornal Bom Dia, que o prédio virou uma ‘peregrinação’ e a cada dia ‘novos moradores’ chegam de mudança. 

Tiago The Police, em posse das imagens, procurou o Ministério Público para fazer a denúncia, em busca de uma solução.

Esses prédios, acabam tendo vários problemas. O primeiro econômico, de quem comprou e investiu e não recebeu. O segundo de saúde pública, pelas condições subumanas que vivem as pessoas. Terceira questão é de segurança pública, pelo crime que ocorreu e outros que podem acontecer. E quatro uma questão social, com pessoas sem recursos, sem empregos (que está se agravando com a pandemia).

O advogado da Construtora Demoliner, Fabiano Vitorello ressalta que “a empreiteira tem conhecimento das precárias situações dos imóveis, se solidariza com a comunidade aos arredores das construções e aos moradores que se encontram ali albergados, em especial nessa situação de pandemia da COVID-19. No entanto, encontra-se afastada da administração desde a decretação judicial da quebra ocorrida em dezembro de 2015. Qualquer ato a partir daquele momento está a cargo da massa falida e dos atos emanados pelo Poder Judiciário”, finaliza.

Recentemente em entrevista ao Jornal Bom Dia, o administrador judicial da massa falida, Abrão Safro disse que foi entregue uma proposta na Fazenda Nacional em Passo Fundo, pedindo se União concordaria em receber parcelado os valores, porque ela tem a preferência dos créditos. O processo da massa falida envolve cerca de 140 pessoas.

 

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