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Rural

Culturas de verão: perdas em lavouras ultrapassam meio bilhão de reais na região

Montante de recursos deixará de circular na economia do Alto Uruguai

A soja foi a cultura mais afetada com prejuízos que chegam a R$ 450 milhões e milho R$ 70 milhões
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

No mês de fevereiro, deste ano, o Jornal Bom Dia noticiava que os prejuízos na região nas principais culturas de verão, soja e milho, já haviam chegado a R$ 236 milhões. O mais preocupante é que de lá para cá a situação só piorou e a estiagem causou mais danos aos agricultores e a economia regional. As perdas só nos grãos, hoje, ultrapassam meio bilhão de reais na região.  

A área plantada de soja na região Alto Uruguai chegou a 233.898 hectares, a expectativa inicial de produção era de 64 sacos por hectares, mas em função da seca ficou em torno de 42 sacos por hectare, afirma o engenheiro agrônomo, Luiz Ângelo Poletto, da Emater/RS – Ascar.

Média regional

Ele observa que a colheita da soja está chegando ao final com cerca de 95% da área plantada, colhida, e 5% restantes pronto para colher. “Importante ressaltar que as perdas na soja, a expectativa de produtividade regional, chegam a 33,5%, porque trabalhamos com a média regional. Tem agricultor que tinha expectativa de colher 80 sacos por hectare e está colhendo 40 sacos, aí houve uma perda de 50%”, explica.

O engenheiro agrônomo comenta que o preço da soja está muito bom, em média R$ 90, o que está estimulando os produtores a colher logo e vender a produção. A colheita da soja vai terminar antes que a do milho.

Milho

Área plantada de milho na região foi de 42.825 hectares, desses, 95% já estão colhidos e 5% aguardam para colher. A expectativa inicial de produtividade era de 154 sacos por hectare, hoje, a média regional de produtividade após a colheita está em torno de 131 sacos por hectare. “Resultando numa perda regional pela estiagem de 15% na produtividade em relação à expectativa inicial dessa cultura”, afirma.

Poletto afirma que conversando com os produtores, que estão se preparando, buscando crédito para plantio das lavouras, a ideia segundo eles, para o próximo ano, é um aumento na área plantada de milho na safra 2020/2021. “Porque a tendência é de preços razoavelmente bons e pela necessidade de rotação de cultura”, explica.

Trigo e cevada

De acordo com Polleto, as culturas de inverno, trigo e cevada, também tem expectativa de aumentar a área cultivada na região. “Ano passado foram 30 mil hectares de trigo e 10 mil hectares de cevada”, diz.   

Perdas

O agrônomo ressalta que as perdas decorrentes da estiagem nas culturas de soja e milho ultrapassam meio bilhão de reais, somente nas lavouras, R$ 450 milhões na soja e R$ 70 milhões no milho. Ele afirma que essas são as maiores perdas que a agricultura regional teve em termos de valores em função do valor do preço da saca da soja e do milho.

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