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Ensino

Prefeito afirma que Erechim não tem estrutura para ensino online, mas recuperação do calendário preocupa

Afirmação refere-se a rede municipal de ensino

Para Schmidt, aulas não presenciais perdem na qualidade
Por Amanda Mendes
Foto Divulgação

“As escolas municipais não têm estrutura e equipamentos para proporcionar teleaulas”. Essa é a opinião do prefeito de Erechim, Luiz Francisco Schmidt, sobre a possibilidade de aproveitar o período de suspensão das aulas para que os estudantes possam seguir desenvolvendo conteúdos em casa. As atividades presenciais foram interrompidas como medida para conter a transmissão do novo coronavírus.

O Ministério da Educação (MEC) autorizou, por meio de portaria, o ensino online para minimizar os prejuízos à aprendizagem e ao calendário letivo. Ainda, nesta semana, uma Medida Provisória (MP) desobrigou as escolas de cumprirem 200 dias letivos, no entanto, a carga horária deve ser respeitada.

A reposição das aulas é a preocupação de uma professora da rede municipal de Erechim, Catarina*. “Enquanto educadora, estou muito receosa de como será o retorno desses alunos ao ambiente escolar. Já se passaram mais de 15 dias, o período de suspensão foi prorrogado até o fim desse mês, e, ainda não sabemos até quando essa quarentena vai perdurar. E, mesmo que nós trabalhássemos de domingo a domingo, após a suspensão, não conseguiremos cumprir a carga horária mínima dos currículos”, contou à reportagem do Jornal Bom Dia.

Catarina comenta, também, que suas filhas, que estudam na rede estadual, estão realizando atividades em casa desde o dia 20 de março, quando iniciou o período de suspensão. “Não entendo porque o município não adota um sistema semelhante. Em conversas com colegas, surgiram algumas propostas, tais como, podemos nos intercalar e sempre ter alguém na escola para orientar os pais, repassar conteúdos por meio de tecnologias. Ainda, a Secretaria de Educação tem o Núcleo de Tecnologia Educacional Municipal (NTM), que poderia proporcionar um suporte significativo nesse momento”, concluiu.

“Aulas online perdem em qualidade”

Em coletiva realizada na tarde de quarta-feira (1º), Schmidt ressaltou que o município não está “aparelhado e equipado para ter teleaulas. Contudo, é inegável que as aulas não presenciais perdem significativamente qualidade, pois nenhum sistema online pode transmitir as mesmas nuances que um professor em sala consegue. Aulas não presenciais tem o seu valor, sim, mas infinitamente menos formativas e informativas que as presenciais”.

*Nome fictício

 

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