O grupo Mulheres do Alto Uruguai, que está mobilizado pela criação de uma Casa Regional de Acolhimento para vítimas de violência na região, inicia no próximo sábado (7), uma campanha de abaixo-assinado para viabilizar a construção do abrigo.
Na data, integrantes do grupo, formado por lideranças e representantes de diferentes entidades e segmentos, a partir das 8h, estará na Esquina Democrática de Erechim, no cruzamento da Avenida Maurício Cardoso com a Rua Itália e Nelson Ehlers, coletando assinaturas
A luta pelo abrigo é antiga, mas se intensificou a partir de dezembro do ano passado, com o 1º Encontro Regional de Lideranças Femininas, realizado na Câmara de Vereadores de Erechim, e desde então vem ganhando força nos municípios da região.
As mulheres do Alto Uruguai também criaram uma petição online, que pode ser acessada através do link https://secure.avaaz.org/po/community_petitions/prefeitos_municipais_da_amau_viabilizacao_da_casa_regional_de_acolhimento_as_mulheres_vitimas_de_violencia_amau/?lPpxRjb
Mulheres do Alto Uruguai
Para facilitar os encaminhamentos, marcar agendas e reuniões com o poder Executivo e outros, o grupo formou a Comissão de Mulheres Contra a Violência de Gênero no Alto Uruguai. Entre os nomes que integram o comitê, estão o da vereadora Sandra Picoli, uma das idealizadoras do movimento, o da delegada titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Erechim, Raquel Kolberg, o da juíza titular da 2ª Vara Criminal e diretora do Fórum de Erechim, Lilian Paula Franzmann, o da presidente do Colegiado das Primeiras-damas da AMAU (Associação de Municípios do Alto Uruguai), Rosmari Schmidt, e o da prefeita de Itatiba do Sul, Adriana Kátia Tozzo.
Quase 2 mil casos e 70 estupros
No final de 2019, aproximadamente 1800 procedimentos envolvendo violência contra a mulher estavam em andamento na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Erechim, e os dados se referiam apenas aos três municípios da área de abrangência da Delegacia Especializada: Erechim, Quatro Irmãos e Paulo Bento.
Conforme a delegada titular da Deam, Raquel Kolberg, entre fevereiro e outubro daquele ano foram registradas em torno de 150 ocorrências por mês. Ameaça, lesão corporal e ofensa eram as mais comuns.
No ano passado, a Delegacia Especializada contabilizou ainda 70 casos de estupro, sendo 42 contra vulneráveis (crianças e adolescentes), em mais da metade, as vítimas foram crianças, e 28 de vítimas não vulneráveis (adultas).