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Segurança

Falta de efetivo afeta serviços do IGP na região

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Por Alan Dias
Foto Alan Dias/Arquivo

Na manhã de sexta-feira, 31 de janeiro, os corpos de um casal foram encontrados no interior de uma residência na Rua B do loteamento Altos da Colina, proximidades da Escola CAIC, em Erechim. A Brigada Militar isolou o local, foi acionado o Instituto Geral de Perícias (IGP) para coleta de provas e a Polícia Civil realizou os primeiros levantamentos.

Os trabalhos periciais foram iniciados à tarde e a espera de aproximadamente cinco horas provocou indignação em familiares e conhecidos do casal, que entraram em contato com a reportagem do jornal Bom Dia para relatar o ocorrido. Segundo eles, o tempo para liberação das vítimas se prolongaria ainda mais, já que após a conclusão da perícia no local, os corpos seriam levados para exames de necropsia no Posto Médico Legal (PML) de Carazinho, município a 125 quilômetro de Erechim.

A reportagem então, entrou em contato com o coordenador regional do IGP, Ricardo Telló Dürks, para saber o motivo do deslocamento a Carazinho, mesmo com a Capital da Amizade e Passo Fundo tendo PML.

Segundo Dürks, com a saída recente de servidores do IGP, o quadro que já era ruim, se agravou. “Tivemos que readequar as jornadas e, portanto, não nos restou outra alternativa a não ser implementarmos um rodízio de plantões aos finais de semana entre os PMLs. Nenhum PML da região tem quadro técnico suficiente para manter continuamente o serviço, nem mesmo Passo Fundo”.

 

Mais de 150 municípios

Para suprir a demanda de serviços, “a cada final de semana, incluindo aí as sextas-feiras, os serviços na região são absorvidos por um dos quatro PMLs que ainda temos aberto. Hoje (31 de janeiro), por exemplo, o plantão é em Carazinho. Só assim conseguimos manter o serviço funcionando para atender a todas as 151 cidades da região sem interrupções”, explicou.

O coordenador cita que atualmente, para atender os mais de 150 municípios, existem quatro PMLs, em Passo Fundo, Carazinho, Erechim e Soledade. “Temos médicos e técnicos aprovados em concurso e aguardando nomeação. Depois de chamados, finalizado o curso de formação e lotados nos postos, a situação deve retornar a normalidade”.

 

Falta de efetivo

Em 2018 o Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul trabalhava com 40% do efetivo necessário. No mesmo ano foi realizado concurso público e 87 novos servidores reforçam os quadros do IGP no estado (31 peritos criminais, 27 técnicos em perícias e 29 médicos-legistas), mas para se ter uma ideia da defasagem, em 2017 o órgão trabalhava com 85 médicos-legistas, quando o ideal seriam 200.

Atualmente, de acordo Dürks, o estado conta com “médicos e técnicos aprovados em concurso e aguardando nomeação. Depois de chamados, finalizado o curso de formação e lotados nos postos, a situação deve retornar à normalidade”.

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