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Com Sisu suspenso, universidades aguardam divulgação dos resultados

Medida da Justiça Federal determina que o MEC demonstre a correção das provas apontadas com problemas por estudantes de todo o país

Estudantes e universidades aguardam divulgação dos resultados
Por Amanda Mendes *Com informações: Agência Brasil
Foto Divulgação Agência Brasil

Um ano de preparação, dois domingos dedicados para realizar uma das provas mais importantes para os vestibulandos e, após esse período, a ansiedade pelos resultados. Assim é a rotina daqueles que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Contudo, na edição de 2019, as correções da avaliação, que também atua como porta de entrada ao ensino superior, apresentaram inconsistências. 

Os estudantes tiveram acesso às notas no dia 17 de janeiro, mas surgiram diversas denúncias relatando problemas. De acordo com a Agência Brasil, o Ministério da Educação (MEC) reconheceu que houve erros na atribuição de notas para cerca de 6 mil alunos. Segundo a pasta, a falha teria ocorrido na impressão das provas aplicadas em algumas cidades, sendo responsabilidade de uma gráfica. O MEC acrescentou que corrigiu o problema e não haveria prejuízo para os estudantes.

A primeira oportunidade seria o Sistema Integrado de Seleção Unificada (Sisu), que iniciou o período de inscrições na última semana e, excepcionalmente neste ano, o prazo se estendeu até domingo (26). No entanto, na sexta-feira (24), surgiram nas redes sociais novas denúncias de problemas, como a inscrição duplicada, a aparição de notas zeradas e a alteração das notas de corte.

Nesse cenário, a Justiça Federal de São Paulo determinou a suspensão da divulgação dos resultados Sisu. Conforme publicado pela Agência Brasil, a decisão implica que o Ministério demonstre a correção das provas apontadas com problemas por estudantes de todo o país. O tribunal deu prazo de cinco dias para o cumprimento da decisão, sob multa diária de R$ 10 mil. A decisão foi motivada por pedido da Defensoria Pública da União (DPU). Na petição, o órgão cobra que o Ministério da Educação comprove com documentos a realização da revisão dos testes prejudicados no Enem. Além disso, reivindica a explicação sobre os parâmetros utilizados nesse procedimento.

O erro, argumentou a DPU, teria impactado não apenas esses estudantes, mas o desempenho de todos os participantes, uma vez que notas de corte e a classificação são atribuídas a partir das notas de todos os alunos que realizaram a prova. “Tendo em vista que as notas das provas que foram revisadas podem ter sofrido substancial alteração, é certo que há a potencialidade de gerar algum impacto, ainda que de décimos, nos resultados finais de todos os candidatos, o suficiente para significar o acesso à vaga”, pontua a petição.

Sem qualquer orientação, universidades esperam

Em Erechim duas instituições utilizam o Sisu como instrumento de ingresso, são elas: Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Com mais de 400 vagas em diversos cursos, ambas não receberam nenhuma orientação do MEC. 

Em contato com a reportagem do Jornal Bom Dia, elas relatam que como a gestão do Sisu é feita inteiramente pelo Ministério, os resultados dependem da divulgação do governo federal, para que se possa organizar a convocação dos futuros acadêmicos.

 

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