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Segurança

Júri é adiado

Adiamento ocorreu por problemas de saúde na defesa, nova sessão foi remarcada para o dia 24 de junho

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Advogados conversam com magistrado para adiamento da sessão
Por Leadro Zanotto jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Leandro Zanotto

Sessão foi adiada por problema de saúde na defesa, nova sessão foi remarcada para o dia 24 de junho

O júri de um dos casos que mais chocou a comunidade erechinense há 15 anos, marcado para iniciar nesta manhã de quinta-feira  (12), foi adiado nos últimos minutos, pela quinta vez. Conhecido como “caso momoli”, os réus, Alda Maria Gomes Momoli, ex-mulher da vítima e Josemir Antônio Elsner de Mello, na época namorado da ré, são acusados de tramar e executar o assassinato do empresário, Aldo Ângelo Momoli, que ocorreu no dia 25 de maio de 2001, por motivos financeiros, segundo o Ministério Público.

 

Momentos antes do ínicio da sessão (12), o advogado de defesa, Jorge Lisboa Goelzer, que representa Alda, conseguiu anulação do júri que foi remarcado para o dia 24 de junho, às 9h30, na Comarca de Erechim. Segundo o Goelzer a solicitação foi feita por um problema de saúde dele. “Acabei enfrentando uma gripe, como durante a defesa acabo falando muito, poderia perder a voz e isso seria prejudicial ao júri, mas fora isso agredido que Alda é inocente e nada vai mudar até o dia 24 de junho quando iremos provar isso”, destacou. 

A defensora pública, Marcélia Cominetti Favarin, que faz a defesa de Josemir, destacou que compreende o problema do colega e que agora pretende esperar o novo o júri. "Vamos aguardar a nova audiência que já tem uma data marcada, tenho certeza que esta mudança não irá interferir", finalizou. 

O processo que indiciou o então casal pela morte, completará 16 anos no mês de junho, entre inda e vindas ao poder judiciário. Em setembro de 2009 a juíza Adria Josiane Müller Gonçalves, então responsável pela 1° Vara Criminal de Erechim, condenou os réus a júri popular. Desde então as sessões do júri foram anuladas outras quatro vezes, por dificuldades com uma das testemunhas. 

O promotor Gustavo Burgos de Oliveira, representante do Ministério Público, responsável pela acusação neste caso, destacou que irá aguardar o julgamento e assim como a defesa, comentou que o adiamento não mudará em nada. “Agora o que podemos é aguardar o novo júri apenas”, comentou.    

O juiz Marcos Luis Agostini. que presidiria a sessão destacou que objetivo era julgar este processo nesta quinta-feira (12), devido à demora que ele já está na justiça, mas como é uma questão de saúde foi necessário remarcar a data. “Lamentamos este ocorrido, pois sabemos o trabalho que acontece para ocorrer uma sessão de júri, mas precisamos respeitar neste caso, que é um problema de saúde. Além disso, o advogado irá apresentar um atestado médico para justificar esta mudança”, finalizou o magistrado. 

 

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