Quando pensamos na relação de mãe para filho nos vem à mente momentos felizes de afeto, amor e principalmente compreensão. Um dos ditos mais populares em relação ao tema é “que o amor de mãe, não tem explicação”, ou seja, não se pode medir. Foi o que aconteceu com Andriele Tainara de Melo, atualmente 23 anos, mas com grandes histórias para contar, uma delas foi a sua gestação.
Como tudo aconteceu
“Não faz tanto tempo assim, aproximadamente dois anos atrás, eu passava por um momento difícil, com problemas pessoais, desempregada e tendo que me virar sozinha. Lembro-me que comecei a sentir os sintomas da gravidez e eu não queria acreditar que aquilo era verdade, pois tinha muito medo que todos sofressem, medo do julgamento das pessoas, do desprezo de ser mãe solteira, enfim... de tudo”, afirma.
Andriele conta que conseguiu esconder a gestação por oito meses, pois sua barriga não aparentava ser de uma grávida. Ela ainda relembra que chorava muito, chegando a entrar em depressão por causa das dificuldades financeiras. “A primeira vez que eu fui ao médico, depois de meses, descobri que era um menino, mesmo abalada, eu saí do consultório e disse para mim mesmo: tem um menininho dentro de mim, com coração e tudo, ele está aqui, ele é meu, tenho que lutar por ele”, disse.
Depois de fazer uma consulta de rotina o médico a informou de que sua gravidez corria risco e precisava ser internada para receber os cuidados necessários. Imediatamente Andriele foi internada. “Já fazia uns 20 dias que eu estava no hospital e ainda não tinha ganhado, eu via as outras mães saindo com seus bebês, e o meu nada...comecei a ficar muito triste e uma enfermeira veio e me disse: ‘calma mamãe, o seu bebê vai vir’. Foi como as palavras de um anjo, em meio ao sofrimento. Foi o que aconteceu, na hora certa, eu o tive, ele precisou ficar internado, pois nasceu prematuro, mas depois que se recuperou fomos para casa e tudo ficou bem”.
Quando as coisas pareciam normais, algo inesperado aconteceu. “ Era véspera de Natal, eu estava amamentando e ele se afogou. Me desesperei, corri chamar meu irmão. No hospital nos deixaram passar na frente, e a única coisa que eu conseguia ver, foram os médicos tentando reanimá-lo. Quando me disseram que o que estava mantendo ele vivo eram os aparelhos, achei que iria perdê-lo, pois ele estava com líquido nos pulmões. Foi um dos Natais mais turbulentos da minha vida. Lembro-me que comecei a pedir a Deus que não o levasse, o filho que eu anto sofri para ter, só queria ele vivo”, comenta.
O amor venceu
“Hoje vejo que o amor que eu tenho por ele, venceu tudo, o meu medo, os meus dilemas, meus problemas, nada se compara a ele, foi o amor que me fez retomar a vida e eu a cada dia, estou vencendo, junto com ele. Todos os Natais ele é o meu maior presente, e sempre quando chega essa época eu lembro que ele é um milagre na minha vida”, finaliza emocionada.