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Segurança

Alto Uruguai: Protesto e greve contra pacote de medidas do estado

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Por Alan Dias
Foto Alan Dias

De acordo com o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia – Ugeirm - policiais civis de toda a região Alto Uruguai aderiram hoje (16) à greve geral da categoria, que busca promover negociação com o governo do Estado e retirar a urgência do Pacote de Reformas na Assembleia Legislativa.

Para o sindicato, “se não pararmos agora, fazendo o governo sentar para negociar, pagaremos por muitos anos pela nossa omissão. Somente nossa mobilização fará o governo recuar. Precisamos ser ouvidos e enquanto o governo mantiver sua intransigência e não sentar para negociar, retirando o Regime de Urgência do Pacote do Retrocesso, os (as) Policiais Civis continuarão parados e mobilizados em defesa do seu futuro”.

“Ainda conforme a Ugeirm, são cinco anos de salários atrasados, déficit de pessoal e trabalho em dobro para garantir a segurança da população. Apesar de todo o descaso dos governantes, os (as) policiais civis continuaram cumprindo seu dever, conseguindo a queda significativa de todos os índices de criminalidade no estado. Porém, no momento em que o governo apresenta um Pacote que retira direitos históricos da categoria e praticamente acaba com a nossa aposentadoria, além de reduzir salários, não é possível mais ficarmos calados e trabalhando como se nada estivesse acontecendo. É o futuro das nossas famílias e a segurança da população que está em jogo”.

 

“Se o pacote passar, a Brigada vai parar”

Pela segunda vez em menos de uma semana, policiais da reserva altiva da Brigada Militar realizaram manifestação, em frente ao 13º BPM, em Erechim. Desta vez foi na tarde de hoje (16).

Os militares também protestam contra o pacote de medidas apresentado pelo governador Eduardo Leite (PSDB) e que tem oito projetos que alteram as regras das carreiras e da Previdência dos servidores públicos estaduais.

Segundo eles, as medidas são inconstitucionais e irão atingir não só o funcionalismo, mas a sociedade gaúcha, pois afetam diretamente e de forma negativa a Educação, a Saúde e a Segurança. O grupo também criticou a política de parcelamento dos salários, que acontece desde a gestão anterior e lembrou que, ao mesmo tempo em que o Governo do Estado pretende tirar direitos dos servidores, concede isenção para grandes devedores.

 

Atendimento durante a greve

Durante a greve dos policiais civis, as Delegacias de Polícia só atenderão flagrantes e casos de maior gravidade com latrocínios, homicídios, estupros, ocorrências envolvendo crianças, adolescentes, idosos e Maria da Penha.

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