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Esportes

“Hoje o Ypiranga é um clube atrativo”, destaca Renan Mobarack

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“Quando contrato alguém, tenho conhecimento do encaixe que as peças podem dar”
Por Kaliandra Alves Dias
Foto Edson Castro/Arquivo

Eles são conhecidos pela torcida por serem os responsáveis pela contratação do elenco. Mas o cargo de gerente de futebol vai além do que os olhos podem ver, e a responsabilidade se torna ainda maior pelos desafios que são enfrentados ao longo de uma temporada.

Gerente de futebol desde 2008, Renan Mobarack, deu o pontapé inicial no mundo do futebol ainda na infância, onde anos mais tarde defendeu Caxias, Aimoré, Novo Hamburgo e outras equipes. Além disso, o direcionamento para o esporte também aconteceu no Exército. E em uma dessas mudanças da vida, Mobarack chegou em Fortaleza. “Comecei a cursar a faculdade de Jornalismo já pensando no futuro. E neste tempo comecei a participar de um curso da Federação Cearense de Futebol. Apitei partidas na Série B, C e Copa do Brasil. Isso me fez voltar ao futebol”, destaca Renan.

O retorno para o Estado aconteceu há 11 anos, e a partir daí, ingressou no curso de gestão do esporte. Ainda no primeiro módulo, já era professor na matéria de arbitragem. “Meu primeiro clube como gerente foi o Aimoré. Depois da minha passagem tive outros desafios e fui crescendo na carreira. O Ypiranga é meu oitavo time. Neste ano fizemos uma campanha histórica onde fomos campeões da Divisão de Acesso e conseguimos nos classificar no mata-mata da Série C. É um trabalho que me completa, porque fez com que eu reencontrasse a minha vocação, a mesma que tinha quando era um garoto e queria estar no futebol profissional, estou de outra forma, mas estou feliz com o trabalho que venho desenvolvendo”.

As contratações

“Tenho que ter cotas no grupo. Não posso ter um grupo santinho, tem que ter uns diabinhos no meio. Quando contrato alguém, tenho conhecimento do encaixe que as peças podem dar. Pode ou não dar certo, o fator humano pode modificar essa linha. Tenho seguido essa lógica e tem dado certo. Os perfis dos atletas têm nos dado retorno”.

Os desafios

Aliviar a situação financeira de um clube, corrigir os erros e dar condições para que todos possam trabalhar. Estes também são alguns dos desafios que Renan encontrou ao longo destes anos. “Em um passado recente, o clube estava sem pagar, com problemas de credibilidade e a torcida desconfiada. Levamos dois anos para levar o Ypiranga à elite do Gauchão com a correção de alguns equívocos que tiveram ao longo do percurso - não que as pessoas erram propositalmente, mas acaba acontecendo. A correção de rumos e um bom planejamento dará resultados, que só acontece quando as coisas são coordenadas com pagamentos em dia, clube com condição e estrutura boa, isso é trabalho que nos motiva, mas também o mais desgastante. Hoje todos querem jogar no Ypiranga, sabem que aqui o pagamento será em dia, terá um bom calendário de jogos e tem uma boa estrutura. Hoje é um clube atrativo para os jogadores”.

Ficou curioso para conhecer mais detalhes sobre o trabalho que vem sendo realizado no Ypiranga e a expectativa para a próxima temporada? Confira na edição impressa desta quinta-feira (21)

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