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Esportes

Stefany Krebs e o desafio de disputar mais um Mundial

Erechinense é destaque em quadra
Por Kaliandra Alves Dias
Foto Divulgação

Há seis anos, a erechinense Stefany Krebs realizou o seu maior sonho: ser convocada para defender a Seleção Brasileira de Futsal de Surdos. A ala/fixa irá disputar o seu segundo Mundial de Futsal Feminino, que inicia no próximo mês na Suíça. Aos 21 anos, Stefany almeja conquistar uma das taças mais importantes do futsal. Mas a garra que existe na quadra, também ultrapassa as quatro linhas. 

Para disputar a competição, cada jogadora terá que desembolsar R$ 12 mil reais. Sem receber auxílio do governo e nem patrocínios, as jogadoras decidiram criar uma vaquinha virtual para arrecadar fundos que serão utilizados para comprar uniformes e pagar a taxa de inscrição. A colaboração pode ser feita até a próxima sexta-feira (25). 

Além da vaquinha realizada neste ano, no ano passado, as jogadoras também realizaram uma rifa. “Sempre damos um jeito para realizar o nosso sonho que é participar do Mundial, e vestir a camisa da Seleção Brasileira. Quem nunca sonhou com isso? A gente joga muito por amor, mas com apoio e valorização podemos fazer mais, precisamos disso”, saliente Stefany.

O elenco que é composto por 14 atletas mais comissão técnica, embarca para a Suíça no dia 1º de novembro. A competição será realizada de 9 a 16 e vai reunir 12 seleções femininas e 14 masculinas.

O destaque em quadra

Vice-campeã no Mundial de 2015, na Tailândia, Stefany revela que “nunca imaginei ter chegado a mais um Mundial. Só tenho de agradecer a Deus, família, amigos, a Associação Balneário Camboriú de Surdos e CBDS por tudo. No momento, estou com frio na barriga e não vejo a hora de pisar na quadra do mundial na Suíça. Vamos dar o nosso melhor, e quero dar o meu máximo para nosso município e país seja representado com muito orgulho”.

A falta de valorização

Mas a falta de recursos também atinge a Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS). A própria entidade revela que sobrevive através de um trabalho voluntário, feito por dirigentes e também comissão técnica. De acordo com informações cedidas pela CBDS, o último suporte financeiro do Ministério do Esporte aconteceu em 2017, quando o governo custeou as passagens aéreas para as Surdolimpíadas

“Percebo que falta valorização, visibilidade e reconhecer a modalidade. O Brasil tem times de futsal feminino que têm muitas dificuldades - acham que o futsal feminino não cresce muito e não se importam com isso. Infelizmente tem meninas que acabam desistindo por falta de apoio”, destaca Stefany. 

Trajetória na Seleção Brasileira
2013: primeira convocação pela Seleção Brasileira de Surdas de Futsal 
2013: campeã da Sul-Americana no Chile
2014: campeã do Pan-Americano em Caxias do Sul
2015: vice-campeã do Mundial em Tailândia e eleita a melhor jogadora da competição
2016: treinamento para futebol feminino
2017: 3º lugar na Deaflympics (Surdolimpíada)
2018: focada para Mundial

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