Prefeitura está cética, e quer garantias, que não seja mais um balão de ensaio como foi no governo Yeda Crusius, quando o município doou a área e os recursos nunca chegaram
Na tarde de ontem (16) era aguardada em Erechim a presença do secretário da Administração Penitenciária Estadual (Seapem), Cesar Luis de Araújo Faccioli, porém mais uma vez não veio. De acordo com o prefeito Luiz Schmidt é a terceira vez que isso acontece.
Reunião recheada
No seu lugar, compareceu, Cesar da Veiga, Superintendente da Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários), Alexandre Porciuncula Micol (diretor de Planejamento da Susepe) e da assessora jurídica da Seapem, Aline Ries Packaeser.
Presentes ainda o deputado estadual Paparico Bacchi; Promotores de Justiça de Passo Fundo Álvaro Poglia e Marcelo Pires; Delegado Regional Penitenciário, Alexo Walau; Juíza de Direito de Passo Fundo, Lisiane Marques Pires Sasso, e Angélica Milkiewicz da Silva Bartmer, Administradora do Presídio Estadual de Erechim.
Faladas, escritas e desmentidas
Na pauta mais uma vez o novo Presídio Estadual de Erechim, que tantas viagens, matérias e promessas já foram faladas, escritas e desmentidas. Diante deste quadro, o prefeito Luiz Schmidt os recebeu, mas deu vários recados. O diretor de Planejamento da Susepe, Alexandre Micol começou a falar que esse era o momento do ‘start’ para o novo presídio, quando foi interrompido pelo prefeito, dizendo não se tratar de ‘start’, pois o assunto é antigo. Mas em alguns minutos tudo se ajeitou e começaram as negociações.
R$ 70 mil por preso
A Susepe esteve em Erechim para novamente tentar viabilizar o novo presídio. Para tanto é necessário que o município doe a área para que novamente seja feito o levantamento topográfico, novas licenças ambientais, novo projeto, para a partir disso realizar a tabela de custo para abrir o edital. Segundo o diretor de planejamento o custo da obra que pode chegar até 800 apenados, custa em torno de 70 mil por preso, totalizando R$ 56 milhões.
100 % de permuta será difícil a empresa aceitar
O Estado quer a garantia do município, para poder adentrar na área. E está oferecendo áreas para permutar a obra. E segundo informação, a empresa que faz esse tipo de obra, não aceita mais 100% de permuta, apenas a metade do valor, o que pode ser um impasse logo ali na frente, pois o RS não tem recursos para aportar
Prefeito não quer criar falsas expectativas
O prefeito Luiz Schmidt foi rápido. Disse que a área que era do município, que foi doada ao Estado, que depois retornou ao município, por não realizarem a obra do novo presídio, será readquirida, mas apenas quando o Estado mostrar a licitação pronta, pois não quer mais uma vez correr o risco de criar falsa expectativa na população, a exemplo do que aconteceu no governo passado, que acreditou e acabou se ferrando. Mas deu a garantia que a família proprietária permita que os técnicos entrem na área na ERS 477 que liga Erechim à Áurea, e colocou o chefe de gabinete Roberto Fabiani e o secretário de Obras, Vinícius Anziliero à disposição.
Levantamento de 90 dias
É mais um passo, e foi dada a garantia pelo Estado que Erechim está como prioridade e o presídio irá ser feito. Esse trabalho deve durar pelo menos uns 90 dias e a expectativa é que em fevereiro do ano que vem, seja lançado o edital. E é pouco antes desse momento que Erechim irá desapropriar a área.