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Diplomado da URI aponta os principais aspectos para consultoria e assistência técnica

Paulo Francisco Fontana Junior: “Temos que estar preparados para prestar o melhor ao produtor”
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

O assunto foi abordado pelo diplomado da URI, Engenheiro Agrônomo Paulo Francisco Fontana Junior, no encerramento da XI Semana Acadêmica do Curso de Agronomia, no dia 11 de outubro, no Auditório do Câmpus II. Paulo Francisco, diplomado da turma 2008, falou sobre a sua trajetória profissional para se tornar consultor na área agronômica, desde a realização da graduação, pela manhã, na ajuda ao pai, na lavoura, à tarde, e também o estágio na empresa Vaccaro Agronegócios, realizado durante toda graduação, atuando nas culturas de soja, milho, trigo, canola, entre outros.

Contou também sobre seu estágio prático profissional desenvolvido na empresa Goiás Verde, em Goiás, com ênfase nas culturas de soja, feijão, milho doce, tomate e confinamento.      Seu primeiro emprego foi na Vaccaro, em São Valentim, onde ficou por dois anos, desenvolvendo trabalho de vendas e assistência técnica. Após, trabalhou na BASF como assistente técnico e na Agrodetecta, no qual trabalhou durante dois anos atendendo todo o estado do Rio Grande do Sul. “Foi onde tive várias propostas de emprego e fui para São Sepé, na empresa Bordignon Grãos e Insumos, para trabalhar com vendas de Defensivos e Assistência Técnica. Trabalhei por dois anos e fui demitido por ser muito técnico e pouco vendedor”, afirmou Fontana.

Algumas horas após a demissão, começou o trabalho de assistência técnica e consultoria, desenvolvido até hoje pela sua empresa Fontana.Agro. Seu trabalho é baseado em testes e experimentos. “Faço o feijão com arroz”, como diz, sempre visando o melhor resultado financeiro para seus 12 clientes que somam uma área de 10650 hectares. Seu trabalho é baseado na confiança, muita dedicação e na busca dos melhores resultados. Alguns conselhos que o Engenheiro Agrônomo deu para os acadêmicos: acordar cedo e trabalhar até tarde da noite, se necessário; estabelecer um excelente relacionamento com seus clientes; ajudar o produtor a resolver seus problemas (regulagem de máquinas e equipamentos, adubação, escolha da melhor semente e dos melhores agroquímicos); simplicidade, humildade e confiança.

Entre os prêmios que Fontana se orgulha de ter recebido foi o de: consultor campeão de produtividade TOP Soja Metade Sul do RS, com média de 84 sacos de soja por hectare. Uma outra conquista que faz o Engenheiro Agrônomo ver que está no caminho certo foi a produtividade de 79 sacos de soja por hectare em uma área de 160 hectares, no cliente Irmãos Pivetta, mesmo em um ano de estiagem.

Fontana terminou sua palestra deixando duas reflexões para os alunos. A primeira de um provérbio chinês: “o pessimista reclama do vento, o otimista espera que ele mude, o realista ajusta as velas”. Também uma frase do Engenheiro Agrônomo Dirceu Gassen, falecido há um ano, a quem admirava muito e se guiava: “Para ser contra, basta se negar sem saber. Para evoluir, é necessário conhecer, saber e compartilhar”. Dirceu Gassen esteve na URI em 2018, durante encontro promovido pela Revista Plantio Direto e o Curso de Agronomia, onde foi ouvido por acadêmicos, professores, produtores e outros profissionais da agricultura regional. No mesmo dia, concedeu uma entrevista ao Programa Expressão Universitária da URI que pode ser visto no canal youtube.com/urierechim.

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