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Segurança

Homicida é condenado a 17 anos de prisão

Crime ocorrido no interior de Cruzaltense foi julgado ontem (28) na Comarca de Erechim

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Foto: Leandro Zanotto
Por Leadro Zanotto jornalismo@jornalbomdia.com.br

Crime ocorrido no interior de Cruzaltense foi julgado ontem (28) na Comarca de Erechim

Em julgamento realizado nesta quinta-feira (28) o Tribunal do Júri da Comarca de Erechim, considerou que o réu João Miguel Gigolleti (23) é culpado pela morte de Delvino Bonfante (71).  O crime ocorreu no dia 11 de fevereiro de 2015 na localidade de Linha Treze, interior de Cruzaltense. A pena imposta pelo juiz Marcos Luis Agostini, foi de 17 anos de reclusão em regime fechado. A defesa de Gigoletti poderá recorrer da sentença, mas ele deverá permanecer no Presídio Estadual de Erechim.  

Segundo o inquérito policial o homicídio ocorreu após uma discussão entre os dois homen. O motivo seria a invasão de animais cuidados pelo réu, na propriedade da vítima. Após a troca de agressão entre ambos, Gigoletti, teria utilizado um facão para atingir Bonfante e provocar a sua morte. Para se livrar do cadáver o então caseiro da ateou fogo no corpo da vítima e fugiu do local. Posteriormente o réu ligou para os proprietários das terras em que trabalhava e informou sobre o assassinato. Os antigos patrões avisaram a Brigada Militar sobre o crime.

Dias após o ocorrido, Gigoletti se apresentou com um advogado em uma delegacia da Polícia Civil e após prestar depoimento foi encaminhado ao Presídio Estadual de Erechim, local onde aguardou julgamento e deverá cumprir a pena imposta pela Justiça.

A sessão do júri iniciou por volta das 9h40 e contou com a formação apenas de mulheres.

Em depoimento perante o júri o réu confessou ter praticado o crime de morte, mas declarou que apenas tentou se defender, pois estaria sendo agredido pela vítima. "Sim fui eu, mas apenas me defendi. Ele correu atrás de mim, quando tropeçou e caiu, peguei o facão", relatou.

Segundo o Ministério Público, além de praticar o homicídio o réu mostrou frieza em seus depoimentos e tentou dificultar a defesa do idoso que estaria caído. Durante a sua fala o promotor Gustavo Burgos de Oliveira, mostrou ao facão que o réu utilizou para cometer o crime.

A defesa foi realizada pela defensora pública Marcélia Cominetti Favarin. O réu foi beneficiado na redução da pena por ter confessado espontaneamente o crime.

 

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