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Segurança

Duas pessoas são denunciadas pela morte de jogador de futsal em Erechim

Acusado pela autoria do disparo foi preso horas depois do crime
Por TJ/RS
Foto Polícia Civil

O juiz Marcos Luís Agostini, titular da 1ª Vara Criminal do Foro da Comarca de Erechim, recebeu a denúncia contra dois suspeitos pelo homicídio qualificado do jogador de futsal do Corinthians, Douglas Nunes da Silva, de 27 anos. A decisão é desta segunda-feira, 9/9.

Conforme a denúncia do Ministério Público, no dia 11/8, por volta das 5h20min, a vítima foi atingida por um tiro em frente à um bar na área central de Erechim, após uma briga que teve origem no interior do estabelecimento.

O autor do disparo seria Ricardo Jean Rodrigues, preso desde o dia 11/8, após se apresentar à polícia e confessar a autoria do crime. De acordo com o decreto de prisão preventiva, depois da briga, o suspeito se retirou do local, entrou em um veículo e retornou ao estabelecimento para, então, atirar contra a cabeça de Douglas.

Segundo o juiz, as referidas circunstâncias e a motivação, em análise sumária, revelam o desprezo do representado pela vida humana, mostrando-se desproporcional o homicídio cometido em face de uma mera discussão em festa.

Ricardo Jean Rodrigues já possui uma condenação criminal transitada em julgado pelos delitos de tráfico de drogas e associação para o tráfico, em razão da qual cumpria pena em prisão domiciliar, que foi desrespeitada.

Isso evidencia a dificuldade do representado de se adequar as normas de convívio social, bem ainda a total desconsideração com o cumprimento da lei e das determinações judiciais.

Na ocasião, também foi determinado mandado de busca e apreensão de armas de fogo e outros objetos úteis à investigação na casa de Ricardo Jean Rodrigues e a quebra do sigilo dos dados no aparelho celular dele.

A prisão preventiva do outro suspeito, Guilherme Henrique Oliveira, foi decretada no dia 22/8. Ele estaria dirigindo o veículo usado para Ricardo Jean Rodrigues retornar ao bar e efetuar o disparo. Conforme apuração policial, Guilherme Henrique Oliveira teria adquirido, no mês de abril, munições de calibre idêntico ao projétil apreendido no local do crime.

Segundo o decreto de prisão, ele mesmo admitiu que possui o registro de uma arma de fogo de mesmo calibre, porém, alegou que a sua mãe, sem seu consentimento, acabou escondendo a arma, não sabendo onde a mesma se encontra.

Para o magistrado, Guilherme Henrique Oliveira prestou auxílio material ao investigado Ricardo Jean Rodrigues, ao levá-lo, após a briga, até a frente da boate com o próprio veículo e ter fornecido a arma de fogo utilizado na prática do delito.

O juiz ainda citou que é possível que Guilherme Henrique Oliveira esteja ocultando a arma de fogo utilizada na prática do crime, para o fim de prejudicar o andamento da investigação ou a realização de perícia na referida pistola.

Douglas Nunes da Silva estava em Erechim para a disputa da Taça Brasil de Clubes de Futsal.

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