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Excesso de velocidade entre as principais causas de acidentes no trânsito

Polícia Rodoviária Estadual seguirá usando radar portátil.JPG
Por Alan Dias
Foto Alan Dias

O excesso de velocidade é apontado por autoridades e especialistas como uma das principais causas de acidentes de trânsito no Brasil. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, em 2018 a causa presumível que mais levou a acidentes e mortes nas estradas federais foi a “falta de atenção à condução”, que resultou em 25.765 acidentes e 1.365 mortes. A “desobediência às normas de trânsito pelo condutor” fica em segundo lugar, com 7.169 ocorrências e 689 mortes, e em terceiro está a “velocidade incompatível”, com 6.843 acidentes e 743 mortes.

No Rio Grande do Sul, os números e estatísticas seguem a mesma linha. Conforme balanço divulgado pelo Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS), 1.449 pessoas morreram em acidentes em vias públicas (federais, estaduais e municipais) do Estado, entre janeiro e novembro do ano passado. No primeiro semestre deste ano, apenas nas rodovias estaduais, foram 184 mortes em acidente, uma redução de 15% em relação ao mesmo período do ano passado, quando ocorreram 217 óbitos.

Já nas rodovias do Alto Uruguai, sob responsabilidade do Pelotão Rodoviário da Brigada Militar de Erechim, entre 1de janeiro e 30 de julho de 2019 foram 42 acidentes com danos materiais, 21 com lesões corporais e quatro com mortes. No mês de julho ainda ocorreram outros quatro acidentes com morte.

“Em um comparativo com o mesmo período do ano passado, houve um pequeno aumento no número de acidentes. Em 2018 foram 39 acidentes com danos materiais, 20 com lesões corporais e três com mortes”, conta o comandante do Posto Rodoviário, sargento Sandro Lazzarin.

Devido a estes fatores, o Comando Rodoviário da Brigada Militar continuará a utilizar radares móveis nas rodovias sob sua jurisdição.

 

Radares

No último dia 15, o presidente Jair Bolsonaro determinou que fosse suspenso o uso de radares "estáticos, móveis e portáteis" nas rodovias federais até que o Ministério da Infraestrutura “conclua a reavaliação da regulamentação dos procedimentos de fiscalização eletrônica de velocidade em vias públicas” e o comandante Lazzarin destaca que no Rio Grande do Sul os radares seguirão sendo utilizados porque a “nota só se refere às rodovias federais. Nas rodovias estaduais, sob a jurisdição do Comando Rodoviário, nós continuaremos usando o radar portátil. Então, até segunda ordem, continuaremos usando o radar portátil, devido ao grande número de acidentes envolvendo o excesso de velocidade. O agente estará nos locais mais críticos, onde ocorrem mais acidentes”.

O sargento diz que as multas por excesso de velocidade variam de R$ 130,00 a R$ 880,00 e lembra que o Comando Rodoviário “está engajado na Década Mundial de Redução da Acidentalidade, e como constatamos que a infração de excesso de velocidade é uma das que mais causa acidentes, vamos continuar aplicando o radar em todas as nossas rodovias, principalmente nos pontos críticos, fazendo com que o condutor tenha consciência, respeite o limite de velocidade, que dirija por si e pelos outros também”.

 

Temos que proteger a vida

Conforme o comandante, “o trânsito é o que mais mata no mundo e nos preocupamos muito com essa questão. Quando a gente perde alguém vítima de um latrocínio ou homicídio, gera uma grande repercussão, e no trânsito nem tanto, mas para quem perdeu alguém, não importa se foi em um latrocínio ou no trânsito, e temos que dar a devida importância, e tratar acidentes envolvendo excesso de velocidade, ultrapassagens em locais proibido e embriaguez ao volante como um crime mais severo e não um simples acidente de trânsito. Então nós temos que proteger a vida, a incolumidade física das pessoas e para isso existem algumas técnicas, como fiscalização e educação. E o Estado só atua quando as pessoas descumprem a legislação, e descumprem, conhecendo a legislação. Isso também nos preocupa”.

Além da velocidade, Lazzarin lembra que os condutores devem estar atentos a outros fatores, como “a questão de manutenção dos veículos, o uso do farol durante o dia, não ultrapassar em locais proibidos, respeitar a sinalização de trânsito, bem como, que todos os ocupantes do veículo utilizem o cinto de segurança. A não atenção para estes detalhes também é caracterizada como infração de trânsito”.

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