A delegada titular da 11ª Delegacia de Polícia Regional do Interior, Diana Zanatta, relata que o homicídio que vitimou o jogador de futsal do Corinthians, Douglas Nunes, jamais deveria ter ocorrido: “o autor do disparo tinha sido preso na operação Santo Cristo, foi condenado graças ao trabalho da polícia e deveria estar preso. Se estivesse segregado, não estaria naquela boate e não teria matado o jogador. A polícia fez o seu papel, mais uma vez...e mais uma vez e o sistema falhou...”, desabafou.
O assassino confesso
O assassino confesso do jogador, Ricardo Jean Rodrigues, deveria estar em casa na hora do crime, cumprindo pena em prisão domiciliar, mas estava na rua, se divertindo numa casa noturna, sem controle algum,
Precisamos aumentar o coro
O desabafo da delegada é extremamente oportuno e outras pessoas precisam aumentar esse coro. Além da Reforma da Previdência, da Reforma Tributária, da Reforma Política, do enxugamento da máquina pública, se faz necessário para ontem, investimentos pesados na segurança, no sistema carcerário convalido que temos. Mudar as leis, ser mais rígido nas punições de quem comete crimes.
Os números positivos o Brasil não conhece
E o homicídio com ampla repercussão nacional, aconteceu três, quatro dias depois, que o prefeito de Erechim, Luiz Schmidt, gravou vídeo comemorando os baixos índices na Capital da Amizade. Esse homicídio não muda as estatistas drasticamente, mas os números positivos o Brasil não conhece.
Sistema ruindo
A delegada concorda que o sistema da ruindo: “É assim que a gente se sente. Mas não vamos baixar a cabeça não. Vamos prender quantas vezes for preciso. Por que não temos outra alternativa. Ou sentamos e lamentamos, ou erguemos a cabeça, e, ao menos a nossa parte, fizemos com grandeza”.