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Segurança

Erechinense suspeito de matar PM após assalto é preso em Vacaria

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Por Alan Dias
Foto Polícia Civil

Foi preso na tarde desta segunda-feira (10) o erechinense Ezequiel Davi Trindade, de 30 anos. Ele é considerado um dos principais organizadores de roubos a bancos no estado e suspeito de ter assassinado o policial militar, Fabiano Heck Lunkes, 34 anos, no último dia 25 de abril. A morte do PM ocorreu durante confronto com uma quadrilha que atacou o Banco do Brasil de Porto Xavier, em 24 de abril.

A prisão de Trindade aconteceu em uma residência no Bairro Barcelos, em Vacaria/RS, durante ação realizada pela Polícia Civil. No local, os agentes também prenderam um comparsa do bandido, que não teria envolvimento com o assalto ao banco, e encontraram duas pistolas de uso restrito, munições e aparelhos de telefone celular.

O erechinense possui extensa ficha policial e era considerado foragido da justiça desde fevereiro deste ano, quando juntamente com outros dois detentos, escapou do Presídio Estadual de Cruz Alta. Ele estava no regime semiaberto e teria passagens por tráfico de drogas, assaltos, furtos, tentativa de homicídio, roubos, ameaça, tortura, porte ilegal de armas e teria sido autor de pelo menos três homicídios quando ainda era menor de idade, e acumula pena de 32 anos de prisão, sendo que em Erechim possui duas condenações, em Marcelino Ramos, uma, em Getúlio Vargas, uma, em Três Passos, haveriam outras três condenações, além disso, responde por outros crimes, inclusive na região da Serra Gaúcha.

Para tentar enganar a polícia, Trindade costumava mudar com frequência de aparência. Ele seria o líder da quadrilha que realizou o assalto em Porto Xavier.

 

O assalto em Porto Xavier

 

No início da tarde de 24 de abril, a quadrilha, formada por cerca de 10 bandidos, chegou a agência do Banco do Brasil atirando, usaram uma picareta para estourar uma porta de vidro do banco e na rua, formaram um cordão humano, com clientes, funcionários e pedestres.

Na sequência o grupo fugiu em dois veículos, levando reféns em ambos. Um dos carros foi abandonado nas proximidades de Porto Lucena e os reféns liberados. Os bandidos seguiram em fuga no outro carro, mas foram surpreendidos pela polícia na região de Campinas das Missões. Houve troca de tiros, perseguição e eles abandonaram o segundo veículo e se embrenharam na mata.

A polícia então montou acampamento e iniciou um cerco na área, que se estendeu por vários dias. Por volta das 3h30min da madrugada seguinte ao assalto, os criminosos tentaram sair da mata, mas se depararam com policiais, que mantinham o cerco, novamente houve troca de tiros e o policial militar, Fabiano Heck Lunkes, acabou sendo atingido por um tiro de fuzil. O projétil perfurou o colete balístico e atingiu o policial no peito. Ele chegou a ser socorrido por colegas, mas não resistiu.

Nos dias seguintes o cerco se intensificou e os quadrilheiros, entre eles um policial militar aposentado, começaram a ser presos. Alguns morreram em confronto ou por problemas de saúde. Diversas armas de grosso calibre foram apreendidas e parte do dinheiro roubado foi recuperada.

O policial assassinado recebeu diversas homenagens. Ele deixa esposa e um filho pequeno.

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