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Segurança

Limite de velocidade é respeitado por 99,83% dos motoristas gaúchos

Indice reflete na região do Alto Uruguai

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Foto: Leandro Zanotto
Por Leandro Zanotto - jornalismo@jornalbomdia.com.br

Indice reflete na região do Alto Uruguai

Apenas 0,17% dos veículos que passaram pelas rodovias estaduais controladas por pardais no Rio Grande do Sul foram autuados em 2015. A estatística faz parte de um levantamento feito pela Diretoria de Operação Rodoviária (DOR) do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer).

De acordo com o estudo, o fluxo de veículos registrado no ano passado foi de 158 mil, sendo que, desses, 263 mil receberam a autuação. "Esses dados comprovam que 99,83% das pessoas respeitam os limites de velocidade, ou seja, os pardais cumprem a função a que se propõem", afirma o diretor da DOR, Rogério Uberti.

Segundo o dirigente, cada equipamento monitora duas faixas. Os pardais são considerados discretos porque não há indicativo de sua localização ao contrário do que ocorre com as lombadas eletrônicas. Essa característica tem como objetivo estimular os motoristas a obedecer ao limite de velocidade em toda a extensão do trecho sinalizado.

Atualmente, 90 faixas são monitoradas nas rodovias estaduais do Rio Grande do Sul. Os contratos para a instalação de pardais nas estradas gaúchas foram assinados em 2014. Ao todo são 45 equipamentos e 20 câmeras de monitoramento.

Na região
 
A ERS 135,  registra o único equipamento instalado na região do Alto Uruguai,  segundo o Daer, mais de 2 milhões e 400 mil veículos passaram por este trecho em 2015, sendo que o radar autuou apenas 12.468 condutores acima da velocidade. Um reflexo no equipamento também está na diminuição de acidentes na via, segundo dados do Comando Rodoviarioda Brigada Militar (CRBM), em 2013 foram 317 acidentes já em 2015 este número reduziu para 234. 

Para o responsável pelo Posto de Comando da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) em Erechim. Sargento Amauri dos Santos Carvalho, a diminuição deste número se dá devido ao monitoramento feito pelo pardal fixo na rodovia e as atividades com radares móveis feitas pelo comando."Não tivemos mortes nas ERS 135 em 2016, foram registrados três óbitos nas estradas estaduais da região mas nenhum deles foi neste trecho. Verificamos que existe uma redução e o  respeito da velocidade da via e com isso os acidentes realmente diminuiram", comentou.  

Motoristas podem recorrer de multas 

Os motoristas flagrados pelos pardais têm a possibilidade de recorrer a partir do momento em que recebem a notificação no endereço cadastrado junto ao Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran RS), cumprindo o prazo de defesa determinado. Se a defesa for apresentada, passa a valer o efeito suspensivo até o julgamento da mesma pela junta da Assessoria de Julgamento de Infrações de Trânsito (AJI).
 
Se não for apresentada a defesa, há uma notificação de imposição de penalidade e o usuário passa a ser considerado responsável pela infração. Nesse caso, há a possibilidade de pagar o valor ou entrar com recurso na AJI. Em caso de deferimento, ocorre a baixa da multa, isto é, ela torna-se nula. Mas se a junta da AJI considerar a autuação pertinente e o motorista não estiver de acordo, após pagar a multa ele ainda pode recorrer administrativamente ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran).

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