A Polícia Civil, através da Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher de Erechim (DEAM) finalizou na sexta-feira (26), o Inquérito Policial que apurou a morte da enfermeira Edea Daniela Paris, e concluiu tratar-se de um homicídio qualificado (feminicídio) praticado pelo companheiro dela, de 42 anos de idade, e que não teve o nome divulgado.
“O corpo de Edea foi localizado no dia 28 de março de 2019, em uma estrada vicinal que liga o município de Erechim a Aratiba. Já no dia do crime, a partir de informações incoerentes fornecidas pelo companheiro da vítima e após diligências preliminares, foram encontrados indícios da prática de feminicídio”, conta a delegada titular da DEAM, Raquel Kolberg.
Na madrugada de 29 de março, a Polícia Civil efetuou a prisão em flagrante do companheiro da vítima, pela prática do crime de porte ilegal de arma de fogo, uma vez que dentro do veículo dele foi localizada uma espingarda, calibre .20, além de munição de mesmo calibre.
Diante das evidências de que ele estava destruindo provas que auxiliariam na elucidação do crime, foi formulada representação ao Poder Judiciário pela decretação de sua prisão temporária pelo período de 30 dias. Deferida a prisão temporária, ele foi mantido preso até a presente data para que a investigação policial pudesse prosseguir regularmente.
Na sexta-feira, juntamente com a conclusão do procedimento policial houve a representação da conversão da prisão temporária em prisão preventiva, tendo por fundamento a garantia da ordem pública e a conveniência da instrução criminal. O pedido foi, mais uma vez, acolhido pelo Poder Judiciário e o preso responderá ao processo judicial preso preventivamente.
Conforme a delegada, "restou comprovado no procedimento policial, que o companheiro da vítima a matou por asfixia causada por estrangulamento, por não aceitar o fim do relacionamento amoroso".