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Segurança

Caso Bernardo: Réus são condenados

Júri se estendeu por mais de 50 horas
Por Redação
Foto Mauro Schaefer/Correio do Povo

Após mais de 50 horas de julgamento, o Tribunal do Júri da Comarca de Três Passos condenou Leandro Boldrini, Graciele Ugulini, Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz pelo homicídio qualificado e ocultação de cadáver do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, crime ocorrido em 2014. Somados os agravantes e atenuantes, as penas foram fixadas em:

Leandro Boldrini: 33 anos e oito meses em regime inicialmente fechado.

Graciele Ugulini: 34 anos e meses de prisão em regime inicialmente fechado.

Edelvânia Wirganovicz: 23 anos e quatro meses de prisão em regime inicialmente fechado.

Evandro Wirganovicz: Nove anos e seis meses de prisão, em regime semiaberto.

O julgamento que teve início na segunda-feira (11), chegou ao fim no início da noite de sexta-feira (15). Terminados os debates, quando o Ministério Público e as defesas fizeram por seis horas a sustentação oral, que incluiu réplica e tréplica, o rito jurídico determinou que dali para frente o tempo fosse destinado ao conselho de sentença.

Os sete jurados, cinco homens e duas mulheres, moradores da comunidade, responderam aos quesitos formulados pelo juízo e decidiram pela culpabilidade dos réus.

As partes podem recorrer da decisão, porém, não poderão ser inocentados, já que o entendimento do Tribunal do Júri é soberano, mas os desembargadores podem modificar as penas aplicadas. Também pode haver pedido de anulação do Júri. Se ninguém recorrer, em cinco dias a decisão será definitiva.

 

O crime

Conforme narrado na denúncia apresentada à Justiça em maio de 2014, a morte de Bernardo Uglione Boldrini, em 04 de abril daquele ano, teve início em Três Passos, por volta das 12h, e culminou com sua execução, aproximadamente às 15h, em Frederico Westphalen. Na ocasião, Graciele Ugulini, a pretexto de realizar atividades de agrado da vítima, que era seu enteado, o conduziu até Frederico Westphalen. Ao iniciar a viagem, ainda em Três Passos, ministrou-lhe, via oral, a substância Midazolam, sob o argumento de que era preciso evitar enjoos. Em seguida, já na cidade vizinha, Graciele e Bernardo se encontraram com Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta, rumando, os três, para local antecipadamente escolhido na Linha São Francisco, Distrito de Castelinho, próximo a um riacho, onde uma cova vertical fora aberta dias antes.

Dando sequência ao crime, Graciele Ugulini, sempre com integral apoio moral e material de Edelvânia Wirganovicz, mais uma vez enganando a vítima, agora a pretexto de lhe dar uma “picadinha”, para ser “benzida”, aplicou em Bernardo injeção intravenosa de Midazolam, em quantidade suficiente para lhe causar a morte, conforme laudo pericial que atesta a presença do medicamento no estômago, rins e fígado da vítima.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o médico Leandro Boldrini, com amplo domínio do fato, interessado no desfecho da ação, concorreu para a prática do crime contra seu próprio filho, como mentor e incentivador da atuação de Graciele Ugulini. Conforme a denúncia, ele participou “em todas as etapas da empreitada delituosa, inclusive no que respeita à arregimentação de colaboradores, à execução direta do homicídio, à criação de álibi, além de patrocinar despesas e recompensas, bem como ao fornecer meios para acesso à droga Midazolam, utilizada para matar a vítima”.

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