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Rural

Mesmo com 6% de área replantada, safra 18/19 deve ter produtividade superior ao ano passado no RS

Região Alto Uruguai registra um dos melhores resultados do Estado

Lavoura
Por Salus Loch
Foto Divulgação

A safra 2018/19 no Rio Grande do Sul, que começa a ser colhida, deve ser levemente maior do que a anterior, apesar das condições climáticas que dificultaram o momento da implantação da lavoura. A previsão é do engenheiro agrônomo e coordenador da Assessoria do Grupo Agros, Tiago Lamb.

Conforme estimativas, a produtividade média nos mais de 56 mil hectares atendidos pela Agros em todo o Estado deve superar 4000 kg/ha (cerca de 67,4 sc/ha), o que pode ser considerado bom, diante das dificuldades encontradas, observa o agrônomo.

Há, porém, casos que fogem à regra. É o exemplo da propriedade de Bernardo Rietjens, localizada em Chapada, no Médio Alto Uruguai, que já registrou 96,7 sacos por hectare – resultado que o produtor faz questão de compartilhar com seus filhos, Cristian e Douglas; além de destacar o empenho dos colaboradores e a Assessoria Agros.  A área é de integração lavoura e pecuária, e tem cerca de 70% de sua extensão coberta por pivô.

 

Alto Uruguai em destaque

No geral, segundo a Agros, as estimativas apontam melhores resultados médios nas regiões Noroeste e Alto Uruguai, com média de 4.400 kg/ha (73,3 sc/ha), que começam a se confirmar com as primeiras colheitas.

 

Forma de cálculo - como as estimativas são geradas

Para se chegar à estimativa de produtividade média total, Lamb explica que foram levados em consideração o histórico de áreas, particularidades de cada talhão, além da contabilização dos componentes de rendimento em amostragens de plantas em cada gleba e fazendas localizadas em sete diferentes regiões do RS atendidas pela empresa.
Os levantamentos foram realizados pela equipe técnica da Assessoria da Agros junto aos seus clientes e representam a percepção dos agrônomos que acompanham as áreas, esse levantamento utiliza-se com o auxílio da ferramenta Aqila, para contabilizar e georreferenciar os dados

 

Análise de fatores e condições que influenciaram a produtividade

Conheça as condições que afetaram os números, e de que forma a Agros atuou para garantir os melhores resultados a seus clientes e parceiros:

1 - Implantação difícil foi superada com manejo adequado

Os meses de outubro e novembro de 2018, que concentraram as semeaduras de soja no RS, foram marcados por clima frio, associado a fortes chuvas. A combinação fez com que a maior parte das áreas semeadas registrasse períodos de encharcamento, contribuindo para que houvesse ataques de fungos em sementes e plântulas, e consequente problema de estabelecimento gerando falhas no estande das lavouras, explica Tiago Lamb.

Em dados gerais do Grupo Agros, este somatório de fatores fez com que cerca de 6 % da área tivesse que ser replantada. Os efeitos, no entanto, variaram conforme os cuidados adotados - como a escolha do momento do plantio, observando condição de solo e previsão; além da atenção dada ao momento da semeadura, principalmente, em relação à profundidade; assim como qualidade de semente e o tratamento utilizado. ‘Quem observou tais fatores teve seus problemas amenizados’, resume o engenheiro agrônomo da Agros.

2 - Desenvolvimento contou, no geral, com bom clima

Passado o período da implantação, já no desenvolvimento geral das lavouras, a condição climática foi mais favorável, salvo algumas ou microrregiões do RS que ficaram períodos de 18 a 20 dias sem chuva, afetando em parte a produtividade - elemento minimizado conforme o manejo em relação à fertilidade química, física e biológica do solo.

3 - Doenças

A safra 18/19 também sofreu com a pressão de doenças, principalmente a ferrugem - que iniciou mais cedo (dezembro). Tal elemento, analisa Tiago Lamb, exigiu atenção redrobrada para que as lavouras não fossem afetadas. Neste aspecto, o Grupo Agros efetuou o monitoramento cuidadoso, orientou sobre melhor posicionamento de produtos, época e qualidade da aplicação, reduzindo as consequências.  Quem descuidou, porém, deverá registrar perdas perdas, observa Lamb.

 

Perdas em outros Estados

Enquanto o RS deve registrar leve aumento na produtividade, a safra de soja do Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul registrou perdas importantes – variando de 10% a 20%. No caso paranaense, a quebra estimada de 14% se deu em razão das altas temperaturas e a falta de umidade, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual de Agricultura.
No total, a média de produtividade nacional deve ficar em 52,4 sacos por hectare.

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