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Rural

Chuvas irregulares já trazem prejuízos às lavouras de soja

Apesar da planta ainda estar em bom estado, tem lugares que produtores já começam a projetar perdas na safra

Esse é um momento decisivo na cultura que começa a formar o grão, diz André
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

As fortes chuvas dos últimos dias não prejudicaram a cultura da soja em Erechim. No entanto, segundo o engenheiro agrônomo da Emater de Erechim, Adriano Synkaruk, a precipitação está acontecendo de maneira irregular em Erechim, assim é possível que haja perda de produtividade em determinados pontos, mas ainda não tem como avaliar até o momento a sua dimensão.

“As chuvas são esparsas, um dia chove numa comunidade e noutra não. Segunda-feira choveu em Erechim, e em Capo-Êre um pouco mais, depende a região, e como são chuvas de verão não acontecem em toda área de maneira semelhante, e em algumas comunidades pode ter quebra maior e outras menores”, explica.

Conforme Adriano, a projeção ainda é de 60 sacos por hectare para as lavouras do município, a mesma média de Erechim no ano passado, para uma área plantada é de 9700 hectares. “Hoje, a cultura está com 20% em enchimento de grãos, 50% em floração e 30% em desenvolvimento vegetativo”, diz.

Até o momento a cultura está sadia e a incidência de pragas sob controle. “Os produtores conseguiram entrar na lavoura para fazer as aplicações, mesmo com toda a chuva que houve no início da cultura”, explica. Em média foram feitas duas aplicações de fungicidas e inseticidas.

Conforme o engenheiro agrônomo, ainda não foi identificado a presença de ferrugem asiática nas lavouras de Erechim. “Pode até ser que haja, mas ainda não foi constatado”, afirma.

Ele comenta que as lavouras plantadas mais precocemente, a previsão de colheita é para o final do mês de abril, e as mais tardias em maio.

Por enquanto, observa Adriano, não tem perdas significativas em função do clima, mas somente em decorrência da compactação do solo, devido à falta de práticas de conservação.

Houve chuva de pedra na região de Capo-Êre, mas foi um caso isolado, de modo geral a cultura segue com bom desenvolvimento. O engenheiro agrônomo afirma que as chuvas fortes não afetaram a lavoura de soja, a não ser que seja de granizo. “Aí vai comprometer a produtividade”, diz.

Produtor

O produtor de Erechim, André Ricardo Andreola, que tem 160 hectares de soja plantada confirma que as chuvas estão irregulares e tem pontos da lavoura que já está faltando água, e a planta começa a sentir os efeitos dessa situação. “Tem lugar que chove, mas em outros não”, afirma.

Ele estima que em função disso já deve ter em torno de 20% ou mais de perdas na safra, mas que se as chuvas normalizarem compensará com o aumento de produtividade, já que a soja está melhor do que no ano passado, em que o agricultor colheu 68 sacos de média por hectare. “Se não der nada de errado até o final”, afirma.

Segundo André, esse é um momento decisivo na cultura que começa a formar o grão, e a chuva é indispensável. A lavoura está sadia, mas ainda tem que ficar atento aos próximos dias.

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