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Esportes

O talento que chamou a atenção do Flamengo

Aos nove anos, Henrique foi aprovado em uma peneira do rubro-negro

Henrique e o pai, Pedro Henrique
Henrique retorna ao CT em março
Por Kaliandra Alves Dias
Foto Marcos Quadros/Divulgação

Em meio à tragédia registrada na sexta-feira (8), no Centro de Treinamento do Flamengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro - Ninho do Urubu – em que 10 adolescentes perderam a vida e três ficaram feridos, o Bom Dia registra um fato que mistura esperança e força de vontade. 

A história que vamos contar é do erechinense Henrique Noronha, de nove anos e que já coleciona conquistas. 

No início da entrevista à TV Bom Dia, ele afirmou que ficou muito triste ao saber do incêndio, mas que é preciso ser forte e prosseguir. 

De Erechim a Curitiba

O garoto, de jeito tímido relatou a emoção ao ter sido aprovado em uma peneira do Flamengo que foi realizada no CT Núcleo de Capacitação em Curitiba, no Paraná. O pequeno sonha em ser um jogador no futebol profissional. 

O meio-campista integra a equipe do Colosso do Futuro, e apesar da pouca idade já possui vários títulos. Recentemente conquistou o bicampeonato invicto em uma competição de futsal, onde em quadra assume a titularidade como pivô. E foi no torneio realizado, que Henrique concretizou mais um sonho: foi o destaque da competição. “Sempre sonhei em ser artilheiro. Ano passado participamos e eu marquei 23 gols”.

Apesar de ainda ser criança, Henrique já tem grandes responsabilidades. Além dos treinos e jogos, também precisa tirar boas notas na escola. O acompanhamento é feito de pertinho pelo pai, Pedro Henrique que é professor no colégio que o pequeno atleta estuda. “No próximo mês, Henrique vai precisar retornar a Curitiba onde vai ficar uma semana. Nesse tempo, os professores adiantam os conteúdos e também as provas para ele fazer. Nas horas de intervalo dos treinos ele também estuda e participa de outras atividades escolares”. 

A evolução do pequeno nos campos e quadras chamou a atenção do clube carioca. “Ele precisa mostrar o seu diferencial. O Henrique sabe que ele tem que ir bem na escola e no futebol. Ele tem que ser bom nas duas coisas. Lá no Flamengo eles procuram jogadores acima da média. Só os melhores vão ao Rio de Janeiro para se tornarem atletas profissionais”, ressalta o pai.

O sonho de morar no Rio de Janeiro ainda conta com tempo para se tornar realidade. Isso porque o clube recebe em solo carioca somente os adolescentes a partir de 14 anos. Até lá, Henrique quer continuar orgulhando a família e prosseguir balançando as redes.

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