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Ensino

Impasse com o governo estadual pode inviabilizar ensino profissional

Com as matrículas nos cursos técnicos já realizadas, instituição foi notificada nesta semana

Instituição conta com cursos técnicos há mais de 30 anos
Por Amanda Mendes
Foto ArquivoBD

O começo do ano letivo está repleto de incertezas para cerca de 120 estudantes que se matricularam nos cursos técnicos do Colégio Estadual Haidée Tedesco Reali. A dúvida se justifica considerando que em pouco menos de 15 dias para o início das aulas, a instituição recebeu uma notificação da Secretaria da Educação do Estado do Rio Grande do Sul (Seduc) informando que o ensino profissional não foi autorizado pelo governo do Estado.

A luta pela manutenção dos cursos tem se tornado comum nos últimos anos, conforme relatou com exclusividade ao Jornal Bom Dia, o presidente do Legislativo, Alderi Oldra. "No fim de 2017 o Estado também não autorizou a abertura das turmas, mas isso movimentou setores para garantir o desenvolvimento dos cursos, tais como a Unindústria, Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (Accie), empresas da cidade, os poderes Executivo e Legislativo, a Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau) e a direção da escola, e conseguimos reverter o quadro, viabilizando as aulas para fevereiro de 2018", destaca o vereador.

Para o calendário escolar deste ano, os processos iniciaram em novembro de 2018. "A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) abriu a chamada para emissão de editais. Esse processo incluía todas as etapas da educação básica, entre elas, o ensino técnico. O colégio elaborou o edital para que as pessoas pudessem se inscrever. Com isso, a notícia recebida nesta semana nos surpreendeu, afinal foi um processo provocado pela Seduc e acredito que os estudantes têm direito de cobrar que o Estado possa garantir a manutenção e o andamento dos cursos em 2019", complementa Oldra.

De acordo com o presidente do Legislativo, o prefeito Luiz Schmidt e o secretário do desenvolvimento Econômico, Altermir Barp estão tentando agendar um encontro com o governo do Estado para fortalecer a importância desses cursos para a Amau, considerando que recebe estudantes de diversos municípios.

Processo foi feito pelo sistema estadual

Para o diretor do colégio, Darlan da Rocha, o impasse demonstra certa incoerência do secretário estadual de Educação, Faisal Karam. "Em entrevistas, o secretário apresenta o ensino técnico como uma de suas prioridades, contudo, na prática, não está viabilizando os cursos no Haidée. Foi um processo todo feito por meio do sistema on-line da Seduc, o colégio não interferiu em nada, apenas realizamos as matrículas. Agora estamos nesse impasse, depois de organizar o calendário, a estrutura com laboratórios e os professores, os estudantes criaram expectativas e talvez não poderão cursar", pontua.

O período de inscrições iniciou em outubro, ofertando vagas em três cursos divididos em cinco turmas: eletrotécnica, mecânica e contabilidade. As formações eram direcionadas aos estudantes do ensino médio que poderiam realizá-los de forma integrada ou a aqueles que já concluíram a educação básica.

O que diz a Seduc

Procurada pela reportagem do Bom Dia, a Seduc emitiu uma nota indicando o posicionamento do governo estadual:

"O Colégio Estadual Haidéé Tedesco Reali manteve por cinco anos um termo de cooperação com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), instituição que garantia condições para a realização das aulas práticas exigidas nos cursos técnicos de Mecânica e Eletrotécnica da Instituição. Após o encerramento do convênio, em dezembro de 2017, O Senai garantiu ainda por um ano a realização das aulas práticas, até a formação de todos os estudantes.

Desde novembro de 2017 a Escola não possui autorização da Secretaria de Educação para o oferecimento de novas turmas sem a garantia da realização das atividades práticas. Em relação as matrículas ofertadas pela Instituição em 2019, a Seduc informa que fará uma análise da situação para a mais breve resolução do caso", informa a nota da Seduc.

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