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Ensino

Projeto para turno integral em Aratiba depende de aprovação da Câmara

Iniciativa da comunidade visa manter atividades da Escola Municipal Volta Fechada e melhorar a qualidade do ensino

Instituição é a única multisseriada do interior do município e está lutando para se manter de portas
Por Amanda Mendes
Foto Divulgação

Na esteira das metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação, que visa ampliar a oferta do ensino em tempo integral, a comunidade de Volta Fechada, interior de Aratiba, propõe medidas para melhorar a qualidade do ensino em escola do campo. 
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Volta Fechada, única instituição multisseriada do interior do município está lutando para se manter de portas abertas. A iniciativa busca fortalecer os laços culturais da população que já foi dividida e teve cerca de 80% dos moradores realocados para outros Estados em função da construção da barragem de Itá.
De acordo com a secretária de Educação, Marisa Fagundes Rosa, a escola vem registrando diminuição no número de alunos e já teve o risco de ser fechada. "Os pais estão preocupados, mas nos últimos anos conseguimos manter a quantidade de estudante, agora buscamos a contratação de mais uma professora", pontua. 
Marisa explicou em entrevista exclusiva ao Jornal Bom Dia, que a escola possui apenas uma professora para cumprir as atividades pedagógicas e administrativas. Percebendo a dificuldade de manter as duas funções, a educadora contou com o apoio da comunidade. "Os moradores se reuniram e encaminharam a proposta ao Executivo municipal para a contratação de outro profissional de modo que possa lhe auxiliar, viabilizando o ensino em tempo integral e potencializando a aprendizagem dos alunos", destaca. 
Jovens no campo
Para a secretária, a proposta articula objetivos presentes tanto no plano nacional quanto no municipal para a educação e auxilia projetos que buscam a fixação do jovem no campo. "As metas estabelecidas buscam fortalecer a educação no campo. O pedido dos pais é que as crianças tenham oportunidade de desenvolver diversas habilidades. O próprio projeto "Fica em Aratiba" busca a permanência da população no município e essa comunidade já foi tão prejudicada, familiares separados em função do crescimento econômico, então, acredito que seja justo eles terem acesso a uma educação de qualidade". 
No aguardo 
A proposta da comunidade se tornou um projeto elaborado pelo governo municipal, que autoriza a contratação de mais um profissional e assim garantir o turno integral. No entanto, a comunidade aguarda a aprovação da Câmara de Vereadores. 
"O que nos preocupa é que a proposta foi baixada para a Comissão de Pareceres, na última sessão do Legislativo, mas a próxima reunião será apenas no dia 18, mesmo dia que está marcado a volta às aulas", comenta Marisa. 
O projeto apresenta ainda, duas alternativas: o deslocamento dos estudantes à escola sede para desenvolver atividades no contraturno ou a presença de outros professores e oficineiros já contratados pelo município, três vezes por semana. 
Demanda pauta reunião com prefeito
Nesta semana, o prefeito de Aratiba Guilherme Granzotto, se reuniu com os moradores para explicar o trâmite do projeto. 
Para Granzotto, atender as reivindicações dos moradores da Volta Fechada representa proporcionar um tratamento igualitário a todos. "Mesmo em pequeno número, as crianças merecem ter acesso à qualidade de ensino que o turno integral proporciona e é dever de o governo atender o pedido dos pais e manter a escola lá", pontua o chefe do Executivo municipal. 
Rudinei Carlos Nunes, pai de três alunas que estão na escola é a favor do segundo professor. "Manter o turno integral será excelente para as crianças, porque além das atividades do ensino, o município oferecerá oficinas de teatro, música, balé, entre outras e isso ajudará no desenvolvimento pessoal de nossas crianças", comenta. 
"Esperamos que os vereadores olhem para as nossas crianças. A nossa comunidade foi a mais afetada pela produção de energia, por isso, esperamos que nossas crianças tenham acesso a um ensino melhor. É um direito nosso", desabafa Rudinei.

 

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