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Rural

Estimativa prevê aumento de produtividade

Chuvas intensas na região não prejudicaram as lavouras de soja e milho

A produção da lavoura de Alceu está estimada em 70 sacos por hectare
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

O grande volume de chuvas dos últimos dias não prejudicou as principais culturas de verão: soja e milho. No entanto, devido ao excesso de umidade, e o tempo bom dessa semana, os produtores estão fazendo tratamento para fungos.

Segundo o engenheiro agrônomo, Luiz Angelo Polleto, assistente técnico regional em Produção Vegetal da Emater/RS-Ascar, a expectativa até o momento é boa, a previsão inicial de colheita na região gira em torno de 62 sacas por hectare. Um pouco acima da média da safra anterior que ficou em 60 sacas por hectare.

“Estamos prevendo uma safra maior para esse ano. No entanto, esse é um período complicado em que pode aparecer doenças na lavoura”, afirma. Tudo vai depender também de como o clima vai se comportar daqui para frente.

Ele afirma que somente agora muitos produtores estão fazendo o primeiro tratamento na lavoura da soja, o atraso da entrada das máquinas se deu em função da chuvas dos últimos dias.

Conforme Polleto, apesar de não ter sido feito os tratamentos a planta está com um aspecto ótimo. “Daqui um pouco pode até diminuir o custo de produção, se não houver aparecimento de doenças. Já que a planta hoje está muito sadia”, afirma.

A lavoura de soja está com 85% da cultura em floração, e algumas áreas em que foi plantado com atraso 15% em estado vegetativo. “Essa semana deve iniciar a formação do grão”, diz.

O engenheiro agrônomo enfatiza que o nível de água no solo da região está ideal para a cultura, e a parada na chuva também está trazendo efeitos positivos tanto para a soja quanto para o milho. Em algumas propriedades, próximas a rios, está ocorrendo a colheita do milho para grão, e também sendo realizado silagem.

A estimativa para a safra de milho é uma produtividade média de 150 sacos por hectare, a expectativa é que a safra desse ano seja maior do que a passada.

Polleto afirma que ainda não há registro na região de casos de ferrugem asiática. “Para nossa felicidade, a chuvarada não ocasionou perdas e prejuízos nas lavouras de soja da região, nem doenças”, diz. Isso porque, explica ele, a grande quantia de chuva foi parcelada, diferentemente do que ocorreu na fronteira oeste do Rio Grande do Sul.

Esse fracionamento da precipitação permitiu que o solo conseguisse absorver a grande quantidade de água. Essa situação acabou sendo positiva para a cultura da soja, principalmente que agora vai precisar de muita agua para o enchimento do grão.

Paim Filho

A lavoura de soja de 20 hectares do produtor de Paim Filho, Alceu Dias, localizada na Linha Consoladora, está indo bem. Segundo ele, a produção estimada da sua lavoura está em 70 sacos por hectare, mesma que a safra passada. Até o momento ele fez um tratamento com fungicida e dois com inseticida. “A lavoura se encontra em estágio de floração indo para a formação das vagens”, diz.

Alceu afirma que a soja é ainda um bom negócio e traz retorno financeiro. No entanto, “devido ao custo dos insumos desta safra na época de plantio, o dólar estava alto, sobrará menos por hectare”.

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