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Rural

Calor excessivo e manejo adequado para amenizar impactos

Produtor de hortaliças no interior de Erechim, Rodrigo Strapasson, calcula prejuízos que podem chegar a R$ 10 mil diante da queda de produtividade

Rodrigo Strapasson comenta que o trabalho é intenso durante todo o dia
Por Izabel Seehaber jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Izabel Seehaber

O clima nem sempre é favorável ao trabalho no campo. Se por um lado algumas culturas são beneficiadas com o calorão, outras sofrem os efeitos das altas temperaturas, como é o caso das hortaliças. 

Um exemplo pode ser registrado na propriedade de Rodrigo Strapasson, na localidade de Jaguaretê, interior de Erechim. O momento seria para comemorar o aumento das vendas em até 50%. Contudo, na contramão das expectativas, o produtor explica que está sendo registrada uma queda de produção de 20%. "Se a produção estivesse boa, o preço também estaria melhor. Assim registramos um prejuízo que pode chegar a R$ 10 mil", comenta. 
Ao todo são mais de três mil metros quadrados aonde são produzidos em torno de 15 mil pés de salada por mês. Nessa fase a quantidade baixou para 12 mil. O sistema utilizado é a hidroponia.
"O calor excessivo provoca muita umidade no ar e o sol muito forte. Mesmo contando com uma estrutura própria para enfrentar essas temperaturas, ainda registramos perdas".

Com o tempo bom, o período de maturação tem um ciclo de até 45 dias. Mas nessas condições, pode chegar a 60 dias. 
Tantas variações podem levar muitos produtores a descartar parte da produção. "Fizemos de tudo para evitar, trabalhamos o dia todo, regulando o pH da água, e mesmo assim há problemas. O principal problema é essa oscilação brusca na temperatura", cita. A colheita é realizada ainda na madrugada e de manhã cedo. 
Rodrigo destacou que, para não deixar de atender aos supermercados, a estratégia foi diminuir a quantidade entregue aos estabelecimentos. 


Emater alerta
O chefe do Escritório Municipal da Emater de Erechim, Walmor José Gasparin, explica que, no caso dos produtores que atuam com o sistema de estufas, é preciso considerar alguns aspectos como organização da infraestrutura e o próximo manejo a ser implantado. "Deve haver ventilação para amenizar o impacto do calor, considerando que as estufas favorecem mais o clima frio. Por isso, o dimensionamento do espaço deve contemplar o excesso de calor, com boa área de ventilação. A parte superior da lona deve contar com um lanternin para auxiliar no trabalho", comenta, citando ainda, que as perdas que estão ocorrendo são em casos pontuais. 
No caso dos produtores que cultivam hortaliças a céu aberto, Walmor diz que não há muito o que fazer. Contudo, o período registra chuvas passageiras e também insolação, realidade que, segundo ele, não oferece tantos problemas ao cultivo. 

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