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Ensino

Proposta sobre Coordenadorias Regionais de Educação não deve atingir a região

Coordenadora da 15° CRE, Clarisse Solange Maronesi acredita que a sede de Erechim não está na lista da medida de Eduardo Leite que estuda reduzir para 12 o número das CREs

Atualmente, a 15° CRE abrange 41 municípios entre as regiões do Alto Uruguai e Nordeste do Estado
Coordenadora do 15° núcleo de Erechim, Clarisse Solange Maronesi
Deputado estadual Gilberto Capoani
Deputado estadual eleito Paparico Bacchi
Por Amanda Mendes
Foto Amanda Mendes/Divulgação

O governo de Eduardo Leite está estudando possibilidades para reestruturar as Coordenadorias Regionais de Educação (CREs). A proposta prevê a redução no número das CREs, no entanto, a coordenadora do 15° núcleo de Erechim, Clarisse Solange Maronesi, acredita que a região não será afetada. 
Para Clarisse, a história mostra uma tendência no fechamento das coordenadorias, como ocorreu no início da década de 1990, quando a 15° CRE passou a atuar em outros municípios, tais como Sananduva e Barracão. Atualmente, a 15° CRE abrange 41 municípios entre as regiões do Alto Uruguai e Nordeste do Estado. 
Para a coordenadora, o fechamento envolverá critérios bem específicos que ainda não são conhecidos, mas acredita que o núcleo sediado em Erechim não estará na lista de reestruturação.  
 

O que diz a Seduc?
A assessoria de comunicação da Secretaria Estadual da Educação (Seduc) informou na tarde de ontem (9) à reportagem do Bom Dia, que há um estudo que analisa a possibilidade de redução de 29 para 12 CREs no Estado. O trabalho foi organizado pelo Departamento das Coordenadorias Regionais (DCR), tendo em vista a origem das coordenadorias. Conforme aponta o estudo, "a origem remete ao milênio passado", pois foram criadas para agilizar o contato das escolas com a Seduc, no entanto, segundo argumento da pesquisa, em uma era de avanço tecnológico, é mais fácil um contato direto entre diretores das escolas e a Secretaria de Educação do Estado, via DCR. "Dependendo do caso, pode ser encaminhado até mesmo via Whatsapp, por exemplo", disse a assessoria. 
Atualmente a Seduc contabiliza que são 1.623 servidores nas coordenadorias regionais, dos quais 1300 são professores. Do ponto de vista do estudo em questão, esses profissionais podem ser remanejados para escolas e outras atividades.
 

Ponto de vista do CPERS
Conforme o 15° núcleo do Centro dos Professores do Estado do RS, com sede em Erechim, o papel das CREs é muito importante para a rotina escolar, e, por isso, o sindicato se posiciona contrário a proposta. "A CRE possibilita uma aproximação do Estado com a sociedade e população, descongestionando a Seduc e impedindo certa sobrecarga as escolas e direções. A lógica da redução do Estado não é uma boa alternativa, considerando que a redução não é só numérica ou orçamentária, mas também de qualidade". 
 

Proposta divide opiniões 
Com relação a proposta, os deputados estaduais da região Gilberto Capoani e Paparico Bacchi (que assume em fevereiro) discordam entre si. Se por um lado Paparico acredita que medidas para garantir o equilíbrio na gestão fiscal devem ser executadas, Capoani argumenta que outras ações devem ser consideradas. 
Segundo Paparico, as propostas de contenção de gastos devem ser analisadas para não prejudicar a disponibilização de serviços à população. Nesse sentido, o deputado enfatiza que no cenário da 15° CRE, caso ela seja remanejada, a comunidade só pode aceitar se a medida não for prejudicial às dinâmicas das instituições de ensino.  
Conforme Capoani, a nova gestão deve articular outras ações para estruturar as coordenadorias sem fechá-las. "Não é alto tão simples como parece. Embora a informática tem ajudado nas atividades burocráticas, o contato físico ainda é necessário", pontua o deputado.  

 

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