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Ensino

Índice de violência no ambiente escolar reduz 31,37%

Levantamento da Cipave analisou ocorrências registradas entre 2017 e 2018 em 104 escolas estaduais. Conforme a CRE o mérito está na união das instituições como a Brigada Militar

Conforme a CRE o mérito está na união das instituições como a Brigada Militar
Assessora da Cipave na 15° CRE, Miriam Lucia de Grande
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Por Amanda Mendes
Foto Edson Castro/Amanda Mendes

A violência nas escolas estaduais diminuiu 31,37% nos municípios de abrangência da 15° Coordenadoria Regional de Educação (CRE). O levantamento foi realizado por meio da Comissão Interna de Prevenção a Acidentes e Violência Escolar (Cipave), analisando as ocorrências registradas nos segundos semestres de 2017 e 2018. 

Atualmente, a 15° CRE atua em 41 municípios na região da Associação de Munícipios do Alto Uruguai (Amau) e na Associação dos Municípios do Nordeste Rio Grandense (Amunor), totalizando 104 escolas estaduais.

Conforme a assessora da Cipave na 15° CRE, Miriam Lucia de Grande, o mapeamento revela o resultado das ações desenvolvidas nas instituições de ensino para prevenir práticas ilegais no ambiente escolar.

Miriam está à frente da Cipave desde 2015 e enfatizou que o planejamento visava reduzir principalmente os índices de agressões verbais e indisciplina, pois era a questão que mais preocupava a comunidade escolar. Os efeitos já ficaram visíveis desde o ano de 2017. "Em 2016 foram registradas quase duas mil ocorrências de agressões verbais e indisciplina. Atualmente esse número diminuiu significativamente", pontua a assessora.

A assessora explicou que a Cipave atua em formações de gestão de conflitos. "Buscamos apresentar às escolas diversas formas para solução dos conflitos, por meio de uma comunicação não violenta".

Para Miriam, o mérito desse resultado está na união das escolas e entidades que se engajaram para promover ações preventivas e destaca que em 2018 foram registradas mais de 500 atividades nas instituições. "Foi feito um trabalho maravilhoso proporcionando mais harmonia na rotina escolar".

Para 2019, a comissão planeja ampliar as formações com as escolas. "No primeiro momento, priorizamos as que atendem em tempo integral. Agora o grande desafio é aumentar as formações buscando intensificar a capacitação dos profissionais", conclui Miriam.

O levantamento também considera outras violências, tais como, tentativas de suicídio, automutilação, porte de armas brancas, uso de entorpecentes, homofobia, intolerância religiosa e consumo de bebidas alcoólicas. No entanto, essas práticas foram registradas a partir de 2018 (tabela) e, com isso, não foi possível comparar os dados.

O que é a Cipave

Conforme Miriam de Grande, são comissões internas para prevenir a violência escolar, formadas por membros da direção das escolas, professores, pais, estudantes e funcionários. "É uma comissão para olhar a escola por meio da prevenção de conflitos escolares", destaca a assessora da Cipave.

 

 

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