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Destino em construção

Quase quatro meses depois de comprada em leilão pela prefeitura de Erechim, área da Fundação da Cotrel tem parte alugada, outra em reforma para receber Secretaria de Educação e um enorme ginásio com situação indefinida. Local poderia abrigar centro administrativo, diz secretário

Parte da área está alugada e outra em reformas para receber Secretaria de Educação
Ginásio precisa de elevado investimento para ser utilizado
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

Quase quatro meses depois da prefeitura de Erechim ter comprado a antiga área da Fundação da Cotrel, o seu destino ainda está indefinido. O local abriga edificações e tem uma área de 23 mil metros quadrados, que estava avaliado em mais de R$12 milhões, no entanto, foi pago pela prefeitura à vista em leilão por pouco mais de R$6 milhões. Atualmente, parte da estrutura, refeitório e cozinha industrial, está alugada para a Aurora, e outra em reforma para receber a Secretaria da Educação, o que deve levar em torno de três meses. O espaço é amplo, sendo possível construir ali o centro administrativo do município, que hoje gasta em média R$140mil por mês em alugueis, o que resulta em mais de R$1,6 milhão por ano. Afinal, o que será feito desse investimento? Há um mesmo entendimento da administração municipal para a utilização desse bem? Será que o Bairro Três Vendas será um dia o centro do governo de Erechim?  

Segundo o secretário de Administração de Erechim, Valdir Farina, no momento, um dos prédios passa por reformas e adequações para receber a Secretaria de Educação, que ficará na parte de cima onde tem o restaurante.

Ele afirma que os documentos para fazer a transferência dos imóveis já estão no Registro de Imóveis, falta sair a liberação. “Era para ter saído ainda no ano passado. Deve ficar pronto a qualquer momento”, comenta.

Farina afirma que, por enquanto, o segundo restaurante da antiga fundação vai ser ocupado como depósito e o ginásio não tem ainda previsão de uso. Isso porque está inacabado, precisa de muitos investimentos, ser gasto um valor muito elevado para deixá-lo pronto. “Só tem o esqueleto”, diz.

Conforme Farina, a princípio, o restaurante que tem capacidade para servir 1200 refeições por dia ficará alugado para a Aurora. O valor pago ao município pelo espaço é superior ao gasto com toda área alugada atualmente pela Secretaria de Educação. “Então não vamos ter prejuízo, pelo contrário, vamos ter lucro”, afirma.   

Ele observa que futuramente, depois que a empresa sair, a ideia é que outras secretarias possam se estabelecer no local. E, posteriormente, “a intenção é criar um centro administrativo, imagino”.

Para o secretário, seria uma boa ideia centralizar a administração pública nesse local, porque o espaço comporta já que tem 23 mil metros quadrados de área, pode concentrar diferentes serviços públicos com estacionamento para servidores e cidadãos. “Fica muito melhor, quando o munícipe for procurar um órgão público está tudo num lugar só. Hoje está espalhado para um lado e outro, sem contar que teria uma economia grande em aluguel”, destaca.

Na avaliação do secretário de Administração de Erechim a compra do Lote 7 da antiga fundação Cotrel foi um bom negócio porque o valor do bem é superior a R$12 milhões sendo que foi pago um pouco mais de R$6 milhões.  

Quando perguntei quanto custaria para fazer as obras do centro administrativo, disse que depende do projeto, se for horizontal é uma situação e se for vertical é outra. “Eu faria horizontal, lá atrás, no campo de futebol, ao lado do ginásio. Ali se acomoda todo mundo, prédio de três andares, faz um complexo, tem espaço para tudo”, destaca.  

Opinião

Para o monitor de produção, Alcione Ortolan, 38, que mora em Erechim há 22 anos, investir num centro administrativo no local seria importante. “Usar o espaço para esse motivo é uma boa causa, agora se é para deixar abandonado aí não vale a pena. Com o tempo o município vai ter retorno para poder investir em outras áreas como saúde e pavimentação das ruas”, ressalta.

O morador do Bairro Três Vendas, motorista de caminhão, Ilírio Bernardi, 60, acha importante fazer nesse local um centro administrativo. “Por que pagar aluguel se tem dinheiro para comprar? Reunir aqui só facilitaria a vida das pessoas, o lugar é grande, valorizaria a nossa Três Vendas”, diz. E, acrescenta, “tem um ginásio que está para terminar, que é bom para o município”.

Para Daniel Sadovnik, 23, a compra dessa área foi um investimento bom para a prefeitura. Apesar de tirar do centro da cidade a administração, o centro administrativo iria valorizar o Bairro Três Vendas e reduzir muito o custo do município. “Tem espaço aqui, estacionamento, é um terreno que pode ser bem aproveitado, além do ginásio que pode ser municipal”, afirma.

Já para Fabiana Cardoso não é viável construir o centro administrativo na antiga sede da fundação da Cotrel. “Vai ficar bem complicado para o pessoal que mora do outro lado da cidade, Bairro Zimmer, Floresta, Linho. Acho melhor do jeito que está e não colocar tudo num local só, deixar mais próximo do centro da cidade. Esse espaço deveria ficar alugado para a Aurora”, salienta.

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