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Segurança

Sargento do Corpo de Bombeiros fala sobre prevenção a afogamentos e perigos dos fogos de artifício

Alto Uruguai possui alto índice de casos de afogamentos. Entre janeiro de 2017 e dezembro de 2018, foram 12 casos

Corpo de Bombeiros manteve efetivo reforçado no Natal e fará o mesmo durante a virada do ano
Por Alan Dias
Foto Alan Dias

Com a chegada do feriadão de final de ano e a perspectiva de muito calor, a tendência é que muitas pessoas procurem rios, lagos, piscinas e barragens no Alto Uruguai para passar as festas. Buscando evitar que a diversão acabe se transformando em tragédia, a reportagem do jornal Bom Dia conversou com o sargento do Corpo de Bombeiros, Cristiano Zanini Fava, que deu dicas para prevenir afogamentos e também falou sobre os perigos dos fogos de artifício.

Conforme o sargento, a região possui um alto índice de casos de afogamentos. “Entre janeiro e dezembro deste ano, foram seis vítimas de afogamentos na região, o mesmo número de 2017. Se o Corpo de Bombeiros é acionado, é porque a tragédia já aconteceu, então, é importantíssimo que as pessoas tenham cautela e adotem medidas de segurança e prevenção”.

De acordo com Zanini, a regra seria procurar locais banháveis seguros e com algum tipo de proteção, como clubes com piscina e balneários. “Em locais onde é preciso pagar, a Lei determina que haja segurança, alguém que cuide dos banhistas, então em caso de acidente, rapidamente haverá alguém para auxiliar”.

Mas como a região é contemplada com belas paisagens hídricas, o sargento sabe que muitos procuram locais impróprios para banhos e no calor da festa, se arriscam em aventuras perigosas e até exibicionistas. “Se for para a água ou passear de barco, sempre use colete salva-vidas, por mais que você seja jovem ou atleta, não se arrisque a nadar grandes distâncias. Nossos rios e lagos possuem muitos poços e ninguém está livre de, por exemplo, sentir câimbra”.

Outra dica diz respeito a alimentação. “É a mesma recomendação que para o trânsito, se beber, não dirija, neste caso, se beber, não entre na água. Durma um pouco ante e se recupere. E o mesmo vale para depois de comer. Sempre aguarde por duas horas, pois após a refeição, a maior parte do organismo se concentra na digestão, diminuindo o fluxo sanguíneo nas pernas, braços e cérebro. Se praticar atividade física, como nadar, o organismo envia mais sangue para os músculos que estão em movimento e diminui a quantidade que ajudaria na digestão, podendo comprimir os pulmões contra o estômago e causar congestão, desmaio e até parada cardiorrespiratória”.

O sargento do Corpo de Bombeiros também pede para que as pessoas sempre verifiquem a área do rio ou lago, antes de saltar ou ‘dar um bico’. “O local às vezes pode parecer profundo, mas ser raso, ou ter pedras, troncos e arames por baixo. Já atendemos fatos trágicos neste sentido”.

 

Crianças

 

“Sempre, sempre observe as crianças, bastam poucos minutos de desatenção para o pior ocorrer”, frisa Zanini. Ele também explica que, para quem tem piscina e crianças em casa, a atenção deve ser constante e algumas medidas de proteção podem ser adotadas. “Cubra a piscina com lona, de maneira que a mesma fique firme, construa uma cerca ou obstáculo ao redor e sempre evite deixar bancos ou outros materiais por onde elas possam transpor o obstáculo e acabar caindo na água”.

 

Salvamento

 

Em caso de testemunhar um afogamento, a última medida a ser adotada é entrar na água para tentar resgatar a vítima. “A pessoa se afogando estará em pânico e se conseguir se agarrar em você, muito provavelmente te levará junto para o fundo, então, antes de tentar agarrá-la, jogue para elas materiais que irão flutuar, como bóias, galhos de árvore, caixas de isopor e até mesmo garrafas pet. Para ir até o local, a pessoa deve ter treinamento, e mesmo assim é bastante arriscado, e tentar agarrar a vítima pelas costas, nunca pela frente”.

E para a vítima de afogamento, a dica é tentar manter a calma. “Sei que é difícil, mas é importante tentar manter a calma e flutuar, manter a cabeça erguida, para ao máximo, mantê-la fora da água e usar braços e pernas em movimentos circulares, como se estivesse pedalando e vá devagar em direção à margem”.

 

Fogos de artifício

Para muitas famílias, soltar fogos de artifício na festa da virada de ano é uma tradição, e mesmo com alguns municípios, como Erechim, possuindo Lei que proíba a soltura de artefatos com barulho, é possível que muitas pessoas ignorem a regra ou façam uso dos materiais permitidos, aqueles com efeito visual apenas. Porém, em meio à tradição, é comum a ocorrência de casos envolvendo queimaduras, princípios de incêndio e até amputações decorrentes do mau manuseio dos fogos, por isso a reportagem buscou saber com o sargento Zanini, quais medidas podem ser adotadas para evitar acidentes e ferimentos.

“Primeiro, cabe ressaltar que não recomendamos o uso dos fogos de artifício, mas se alguém for soltar, é importante que compre em locais autorizados, onde os materiais são inspecionados, e siga as instruções contidas nas embalagens. Nunca acenda segurando a bomba diretamente na mão, utilize uma base segura ou até mesmo uma já detonada como suporte”.

O sargento diz ainda que é necessário verificar se não há materiais inflamáveis nas proximidades ou fiação elétrica. “Também de maneira alguma deve-se apontar para outras pessoas ou soltá-los em ambientes fechados, como garagens”.

Por fim, Zanini lembra que caso o rojão não estoure, não se deve pegá-lo com a mão ou chegar perto. “O material é considerado ativo. O recomendado é aguardar uns cinco minutos e depois jogar água ou areia por cima, assim irá inutilizá-lo. E não deixe crianças soltarem fogos, é possível que ela não tenha força para segurá-lo, vindo a ocorrer acidentes”.

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