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Caol: “essa casa é uma benção”

Entidade de Erechim completa 20 anos e transforma um momento de luta pela vida, numa experiência natalina de cumplicidade e familiaridade deixando recordações

Marilene
colaboradores
Marivone da Cruz
Antônio Lamera
Antoninho Canova
Silvana Canova
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

Oferecer abrigo para descansar, conforto emocional e espiritual, momentos de alegria, um pouco de bem-estar num momento difícil da vida. Essas são algumas das palavras que poderiam traduzir o que significa o espírito natalino e as comemorações de Natal. E, esse é o principal objetivo do Centro de Apoio Oncológico Luciano (Caol), que há 20 anos, durante todos os dias do ano, transforma um momento de luta pela vida, numa experiência natalina de cumplicidade e familiaridade deixando recordações. 

Segundo a diretora do Caol, Marilene Rigo Berndsen, o centro foi fundado em 4 de agosto de 1998 e nesse ano completou 20 anos. “A gente lutou muito para chegar até as instalações de hoje”, lembra.

Se tem uma palavra que define o Caol é solidariedade, comenta Marilene, com o objetivo de oportunizar apoio e conforto aos portadores de câncer em tratamento, bem como seus familiares.

“É uma casa referência no Estado e no Brasil, já fomos condecorados no Senado como a melhor casa em albergagem do país. Até o momento, o Caol atendeu 18 mil pessoas, isso dá uma média de 850 pessoas por ano, que passam no Caol”, observa.

Marilene salienta que a diretoria da instituição, assim como voluntários ficam muito felizes com o objetivo do Caol alcançado, já que foi sempre dar alojamento e apoio psicológico a pacientes e familiares.

Segundo ela, a característica do Caol é elevar a autoestima dos pacientes e familiares. Todas as datas comemorativas têm envolvimento dos voluntários, que preparam as festividades para esses momentos, no caso em questão o Natal. 

Além disso, observa Marilene, o Caol tem também oficinas terapêuticas durante a permanência dos albergados, com apresentações da comunidade. “A gente está sempre motivando nosso paciente e familiar para que ele fique com a autoestima boa. Que é o que importa nesse momento de seu tratamento”, destaca.

Assim que a reportagem acabou de entrevistar a diretora, ficamos um pouco preocupados se os albergados gostariam de falar sobre a importância do Caol. Porque se trata de um momento delicado da vida. Para nossa surpresa, todos fizeram questão de dar o seu depoimento, marcados por muita emoção e gratidão.   

Marivone da Cruz, 38 anos, de Novo Tiradentes está no centro fazendo companhia e cuidando de seu pai. “Gostei muito de ficar aqui, conhecer pessoas diferentes, boas, igual a gente. Às vezes, a gente pensa que por ser uma cidade maior vai chegar lá num dia e no outro vai querer voltar para casa. Mas não, é muito bom estar aqui, gostei muito de vocês. O Caol é muito importante. Se não tivesse o centro seria muito difícil para nós, nem dá para pensar nessa situação ter que passar o dia e chegar o outro dia de novo”.

Antônio Lamera de Iraí está fazendo tratamento de câncer e não sabe como expressar o reconhecimento pelo trabalho da casa.  “Não vou ficar aqui porque sarei, mas dá vontade de voltar. Quando vier fazer injeção a cada três meses quero estar aqui. Quando vier por qualquer coisa, quero vir aqui. Na Caol fui muito bem atendido. Esse lugar foi muito importante, não esperava isso. Tudo muito limpo e caprichado”, afirma. Nesse momento, seu Antônio se emociona lembrando as informações de que está bem com seus exames. “Estou muito bem aqui. Fui muito bem atendido. O pessoal que vem aqui deixa recordação”.

Seu Antoninho Canova de Sarandi há três anos fez cirurgia no hospital de Erechim e agora está fazendo as sessões de radioterapia. “Aqui na casa é nota 10. Gostei mesmo, até não pensava que era um privilégio tão bom. A gente faz amizade com o pessoal. A minha filha veio de Florianópolis para ficar junto na semana. Na outra semana vem minha esposa. É um lugar muito importante. A minha filha veio olhar, tinha medo se eu ia conseguir ficar aqui. Está tudo muito bom, gostei, muito obrigado”. 

Em seguida a filha de seu Antoninho pede para falar. Silvana Canova lembra que está há poucos dias no centro e veio para cuidar do seu pai. “E o que eu tenho para falar é unânime, é o que todo mundo que vem aqui fala: a casa é uma benção, resumindo em uma palavra. Porque se não tivesse o centro, a gente que mora em Sarandi, teria que vir todo o dia e voltar. A comodidade disso aqui é tudo de bom. Quem fez isso para as pessoas que precisam é um anjo. Resumindo é isso”.

Nesse dia, 14 de novembro, no ano que completa 20 anos de dedicação a comunidade, o Caol lançou a mascote da entidade Caolito.

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