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Geral

A família vem em primeiro lugar

Adair e seu pai Hermindo na Feira do Produtor em Erechim

Adair e seu pai Hermindo
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

O que é realmente importante na vida? Para Adair José Pasqueti, 44, proprietário de uma agroindústria de panifícios na Linha 4 de Erechim é a família. E o Natal é o momento para celebrar essa união.  

A agroindústria familiar foi iniciada pelo seu pai Hermindo José Pasqueti e sua mãe Maria Luisa Pasqueti. A família começou há 25 anos na Feira do Produtor como hortigranjeiro e depois mudou para os panifícios.

Adair conta que em determinado momento da vida os seus pais tiveram que cuidar dos avós, e isso o fez confirmar aquilo que já acreditava, na importância e o valor da família. Hoje, Adair se encontra numa situação semelhante a que seus pais viveram no passado, em função de sua mãe estar debilitada fisicamente, com problemas de saúde, e ele ter que cuidar da sua família, conciliando a sua vida pessoal e os cuidados com a mãe.

Hoje, ele e seu pai gerenciam a agroindústria, desde a produção até as vendas dos produtos na Feira do Produtor. “Meus avós foram cuidados pelo meu pai e minha mãe. Esse sempre foi um valor familiar, zelar pela família, um cuidando do outro e trabalhando juntos”, observa.

“E, hoje estou na mesma situação que meus pais, estou vivendo mais em função da família do que minha vida pessoal. Tendo que abrir mão de muitas coisas pensando na família. Não me arrependo. Isso no meu entender é o certo: a família”, ressalta.

E essa escolha pela família iniciou desde muito cedo quando ele parou de estudar para poder ajudar o pai no trabalho da propriedade. Hoje, tudo está organizado para atender a produção da agroindústria, são quatro hectares de terra, sendo parte reflorestada com eucalipto para produzir lenha que será usada na agroindústria, outra parte criações e a rotina de agricultura familiar.  

À frente da agroindústria ele vive bem, tem renda, trabalho e consegue manter o negócio familiar, e tudo que tem na cidade ele encontra no interior. “Lá tem internet, telefone, o que tem na cidade, tem no interior, e a vantagem de que a agroindústria lá está num ambiente mais sossegado, não tão complicado como colocar uma padaria aqui no centro da cidade”, observa.  

Segundo Adair, as famílias estão cada vez menores no interior, muitas estão vendendo a propriedade e indo para a cidade, procurando outros centros para viver e trabalhar. “Está acabando as pessoas novas no interior”, afirma.

Além disso, Adair acrescenta que as pessoas estão perdendo os valores familiares. “Os valores tem que ser mantidos, tem que ter respeito e é preciso manter o que os pais ensinaram. Praticando isso aí, nunca vai se arrepender”, salienta. E, acrescenta, “o cara vai vivendo o dia a dia, a família, sem fazer muitos planos”.

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