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Geral

Aquarela: momento para comemorar todas as alegrias do ano

Papai Noel animou a confraternização de Natal na Aquarela
Lucas Vinicius da Silva Pinheiro
Papai Noel teve que segurar a barba para não cair
Por Amanda Mendes
Foto Amanda Mendes

Para muitas pessoas o Natal é o momento do ano que aflora os sentimentos de agradecimento e solidariedade entre as pessoas. No entanto, para a Associação Aquarela Pró-Autista de Erechim isso não ocorre apenas em dezembro. Conforme a coordenadora da entidade Mari Sabedot, na Aquarela é Natal todos os dias.

“Claro que o Natal proporciona um sentimento de gratidão mais intenso, na associação vivemos comemorando presentes todos os dias. Afinal, diariamente nós lidamos com desafios no desenvolvimento dos estudantes e a cada evolução deles é um motivo diferente para comemorarmos”, pontua Mari.

A Aquarela realizou um jantar no dia 14 de dezembro para celebrar todas essas conquistas. A presidente ressaltou também, que o ano de 2018 foi muito significativo para a associação. Ela recorda que o leilão das obras da Aquarela na Frinape e o jantar beneficente com o grupo Os Monarcas contribui muito para a manutenção da entidade.  

O evento foi planejado para “fechar com chave de ouro” esse ano que foi muito especial para a Aquarela.

Na oportunidade, todas as pessoas que são atendidas pela associação recebeu um presente do Papai Noel. Atualmente, a Aquarela atende 39 pessoas entre crianças e adultos.

Celebrar em família

Para o estudante Lucas Vinicius da Silva Pinheiro de 9 anos, o Natal significa um momento de reflexão sobre as coisas boas que a vida proporciona, ressaltando a família. “É um dia para celebrar o que temos de bom e agradecer pela nossa família. Por mais que às vezes se tenha discussões é comum em toda relação familiar”, pontua Lucas.

Questionado se acredita mesmo no Papai Noel, Lucas não tem certeza da existência dele, mas continua acreditando. “Me contaram que ele não existe, mas eu ainda acredito. Só que esse Papai Noel que está aqui não é o real, ele é como se fosse um mito urbano”, conclui o estudante.

Apego pela barba do Papai Noel

O primeiro contato de crianças com o Papai Noel geralmente é muito marcante. Há aquelas que não gostam, têm medo e choram bastante e existe as que não acreditam e outras que defendem fielmente o bom velhinho. Para Gustavo Auler, filho da presidente da Associação Aquarela Pró-Autista de Erechim Marilei da Rosa, o primeiro encontro foi muito especial.

O autismo de Gustavo interferiu suas habilidades motoras, considerando que os sentidos sensoriais do tato o dificultava de encostar em determinados objetos. Marilei contou à reportagem do Jornal Bom Dia que até pra engatinhar o filho fechava a mão porque não se adaptava ao contato com o chão.

No ano de 2010, Gustavo tinha 4 anos quando aconteceu o primeiro contato mais próximo de com o Papai Noel. A presidente comenta que até esse momento ele era indiferente as questões natalinas. Tudo mudou quando Gustavo encostou na barba do bom velhinho.

“Ele sempre se adaptou melhor com coisas macias e gostava muito dos fios de cabelo. No Natal do ano de 2010 nós o levamos ao shopping e lá tinha um Papai Noel para tirar fotos e Gustavo ficou no colo dele e percebeu que sua barba era bem macia, ficando o tempo todo mexendo nela”, comenta Marilei.

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