O jornal Bom Dia publicou na edição de ontem a possível saída de Keké, do Atlântico. A informação foi confirmada pelo próprio jogador na manhã desta quarta-feira (19). De certa maneira, o capitão nas últimas temporadas, se mostrou frustrado com a saída do Clube. “Muita coisa vai ser falada, repercutida, mas quero deixar claro que não é o Keké que está deixando o Clube, pelo contrário”, disse.
Ao mesmo tempo, o jogador se mostrou agradecido pelo carinho do torcedor. “Tem muita gente quem me manda mensagem, vem até mim, ainda não acreditando que estou saindo. Fico triste, vivi junto com minha família, seis anos maravilhosos nesta cidade, no Clube, sou o jogador mais vitorioso, com mais títulos pelo Clube e esta história, nada nem ninguém irá apagar”, ressalta.
Desde que chegou, em 2013, Keké fez parte de um novo momento do Atlântico. Até ali, a conquista mais importante havia sido um Gauchão, em 2011. De 13 para cá, o Galo conquistou mais dois títulos do Gauchão, uma Taça Brasil, uma Libertadores e um Mundial de Clubes entre outras conquistas.
Ao Galo, hoje, resta apenas um título a buscar: a Liga Nacional. “Saio com um sentimento de tristeza, frustração, porque jamais imaginaria sair daqui, do Clube, da cidade que escolhi para viver. Tracei um plano de carreira, minha intenção era encerrar minha carreira aqui, me tornar algo aqui, mas enfim, vida que segue”, amplia o jogador.
“Sei que meu nome tomou uma proporção muito grande no Clube e na cidade, sou eternamente grato aos torcedores do Galo, à imprensa, à comunidade, pelo que fizeram por mim, minha família e pelas famílias dos demais atletas”, amplia o jogador.
“Torço para que o Atlântico cresça, vou estar longe, mas minha torcida por este clube jamais vai acabar, um clube que aprendi a respeitar e amar”, completa Keké.
Trajetória no Galo
Keké chegou em Erechim no início de 2013 tratado também como uma das principais contratações do Galo até então. Aos poucos se tornou um líder dentro do vestiário e na quadra.
Com o passar dos anos, as conquistas o foram destacando ainda mais. Em 2015, vindo de lesão, poucos acreditavam que poderia ajudar o Clube naquele ano, mas retornou no Mundial de Clubes e esteve entre os atletas decisivos para a conquista daquele título.
Foi também vestindo a camisa do Galo, que ele foi chamado pela primeira vez para a Seleção Brasileira. É muito provável que passe a ser imortalizado como um dos jogadores mais vitoriosos da história do Clube.
Este ano, foi eleito o melhor pivô da Liga Nacional, competição em que foi também artilheiro.