Há 25 anos, no dia 15 de dezembro de 1993, 30 mulheres ingressavam no curso para soldado da Brigada Militar (BM) em Erechim. O treinamento foi árduo, repleto de desafios, mas com o passar dos meses os paradigmas foram quebrados, as dificuldades superadas e no dia 12 de agosto de 1994, o 13º BPM formava sua primeira turma de policiais femininas.
Das 30 mulheres que aceitaram o desafio, 27 o concluíram, e no ano em que o município celebra o seu centenário, a turma, hoje não mais de soldados, mas de sragentos e oficiais, comemora o sentimento do dever cumprido, estando, em sua maioria, na Reserva Remunerada. Duas seguem em atividade no batalhão de Passo Fundo, nos postos de 2ª sargento e capitã.
Mas o curso fez mais do que formar valorosas policiais, criou fortes laços de amizades entre o grupo, que se mantém unido até hoje e irá se reunir em um jantar comemorativo em Erechim.
Para saber um pouco mais sobre os desafios e sentimentos vividos durante a caminhada, o jornal Bom Dia conversou com a tenente da reserva, Roseli Machado Zulkowski.
Jornal Bom Dia - Quais as maiores dificuldades encontradas a partir do curso?
Tenente Roseli - Uma das maiores dificuldades foi ficar longe da família, dificuldades em mostrar nosso valor e competência em um ambiente onde só havia homens.
JBD - Qual a sensação no dia da formatura e quando da passagem para a reserva?
Tenente – Para a formatura, muitas expectativas, apreensão e vontade na inclusão. Satisfação e orgulho quando da saída, dever cumprido... Gratidão pela jornada e alívio pela proteção divina.
JBD – Que lembranças seguem e seguirão guardadas na memória?
Tenente - As amizades adquiridas, as pessoas que conseguimos ajudar, as muitas vezes que sofremos longe da família e dos filhos. Somos eternamente gratas a tudo o que conseguimos conquistar e sabemos que esse nosso descanso na reserva remunerada é merecido, após vários anos abdicando de festas, noites de sono e da nossa juventude. Passamos por momentos bons e ruins, sendo que ambos nos ajudaram a crescer.