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Rural

Preservação da água depende da conservação do solo

Tanto o meio urbano quanto o rural tem responsabilidade em cuidar desses recursos naturais indispensáveis à vida

Terraceamento contribui para conservar a água
Água e solo são recursos naturais que o ser humano necessita diariamente
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

A água e o solo são recursos naturais indispensáveis à vida tanto no meio urbano quanto rural. Não tem como separar essa realidade. E o mais importante, a preservação da água depende da conservação do solo e vice-versa. A única maneira de manter esses bens naturais preservados é uma ação conjunta, cada um fazendo a sua parte no campo ou na cidade. É isso que explica o engenheiro agrônomo, Cezar da Rosa, e assistente técnico regional de Recursos Naturais da Emater/Ascar. Água e solo andam juntos.  

Segundo Cezar, esses dois recursos naturais, solo e água, são de responsabilidade de toda sociedade, tanto as pessoas que estão no meio urbano quanto as que estão no meio rural. “Esses bens devem ser preservados”, afirma.

Ele explica que a Emater vem incentivando, por meio de dias de campo com ajuda de outras instituições parceiras, os produtores a fazerem o manejo básico do solo. Isto é, práticas de rotação de culturas, plantio em nível, terraceamentos agrícolas, utilizando o solo de acordo com sua aptidão agrícola.

“Tudo isso fazendo com que o solo permaneça mais vivo, estruturado, com sistemas radiculares diferentes e diversificação de cultura. Assim, nós estamos ajudando a conservar outro recurso natural: a água”, destaca. Além disso, esses cuidados contribuem para o aumento de produtividade das lavouras.

O engenheiro agrônomo enfatiza que quanto mais bem estruturado e trabalhado o solo, mais vai receber água, que gradativamente vai para o lençol freático, abastecendo os poços rasos e as vertentes.

“A água no momento em que ela bater no solo e infiltrar vai demorar para chegar ao leito do rio de 3 a 5 meses. Enquanto que a água que bater num perfil de solo que não é manejado em minutos estará lá na calha do rio, levando tudo que imaginar, desde sementes e insumos. E, isso é ruim para o meio ambiente e para a sociedade”, observa.  

Cezar comenta que para formar um centímetro de solo leva em média 250 anos ou mais tempo, e com a erosão está indo todo embora e não volta mais.

Urbano

O engenheiro agrônomo enfatiza também a importância do meio urbano ter cuidado com a preservação do solo e da água. E cita como exemplo o desperdício de solo nos loteamentos por meio da erosão. “A gente percebe muito solo sendo desperdiçado e muita erosão nos loteamentos urbanos. Isso é um ponto negativo, por que aonde vai esse solo?”, questiona.

A captação da água da chuva em cisternas é outra maneira da cidade colaborar com o meio ambiente, explica Cezar. “É muito importante que o cidadão urbano tenha sua água coletada para pode irrigar sua horta, grama, seja quanto for”, afirma. Esses são pequenos cuidados possíveis de se ter e que fazem toda a diferença.

E, acrescenta, que a destinação correta seguindo a legislação dos resíduos industriais, dos postos de combustível, tudo que não está indo para os rios deixa de contaminar o solo e a água.

Água e solo

Conforme Cezar, água e solo não tem como separar da vida urbana nem da vida rural, são recursos naturais que o ser humano necessita diariamente. “Nossa região é bastante favorecida no que diz respeito à agua. Mas ainda assim temos poços artesianos secando. O que isso quer dizer? Que não está tendo um recalque de água no lençol freático. Ou seja, a água bate no solo e está indo embora, chegando de uma só vez na barragem, na hidrelétrica, o que também não é bom”, explica.

Isso porque, continua, no momento, há um armazenamento de água, mas ao passar alguns meses sem chover vai faltar água na hidrelétrica, água do abastecimento e assim por diante.

Ele ressalta aos produtores rurais que na hora do plantio enterrem o adubo no solo, sendo uma segurança a mais para o produtor e o meio ambiente. E outro ponto importante é que produtores que fazem um bom manejo do solo conseguem mesmo em período de estiagem manter uma boa produção.

Políticas públicas

O agrônomo da Emater observa que desde 2015 com o decreto lei 52.751 o Rio Grande do Sul tem uma política de conservação do solo e água. Diante dessa política pública surgiu o Programa Estadual de Conservação do Solo e da Água. A Emater/Ascar é executora desse programa e trabalha em âmbito regional com outras instituições parceiras. Para isso formou um grupo regional de trabalho e lançou a campanha na região Alto Uruguai com o lema: Conservando o Futuro. Fazem parte desse grupo regional a Emater, Amau, Faculdade Ideau, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Uergs, UFFS, Uri, Alfa, Cresol e Sicredi Erechim e Estação, que trabalham a conservação do solo e da água.      

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