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Segurança

Júri condena réus que tentaram matar policiais

Crime ocorreu em 2013 após abordagem de trânsito

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Crime ocorreu em 2013 após abordagem de trânsito
Por Antonio Grzybowski - jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Arquivo Bom Dia

O Tribunal do Júri da Comarca de Erechim, condenou dois homens acusados de tentativa de homicídio simples. Na sentença assinada pelo juiz Marcos Luís Agostini, titular da 1ª Vara Criminal, foram estabelecidas penas de oito anos e quatro meses de prisão para Cristiano Edegar Michalczuk (29) e dez anos de prisão para Pablo Ariel dos Santos, ambos no regime fechado. A dupla foi acusada de tentar matas dois policiais durante abordagem de trânsito.
Sobre o crime
O crime ocorreu no início da noite do dia 29 de julho de 2013, por volta das 19h20, na Rua Leo Neuls, Bairro Cerâmica. Na denúncia do Ministério Público, baseada em investigação policial, consta que os dois réus, agora condenados em primeira instância, agiram em comunhão de esforços na tentativa de matar os policiais que realizaram patrulhamento de rotina e desconfiaram das atitudes da dupla. 
"Na sequência, os policiais se aproximaram da motocicleta no intuito de abordá-la, não logrando êxito. Após a perseguição e nova tentativa de abordagem, o denunciado Cristiano, que tripulava o veículo, freou bruscamente, momento em que o caroneiro, Pablo Ariel dos Santos, portando uma arma de fogo, desferiu diversos disparos de arma em direção aos policiais militares Adriano Pereira e Samoel Bortoli Barcarollo. Em seguida, os denunciados fugiram do local", conforme descreve o texto original do processo que complementa. "{...} Os denunciados somente não consumaram o seu intento por circunstância alheia às suas vontades, qual seja, o fato de a vítima ter recebido pronto atendimento médico. O delito foi perpetrado para assegurar a impunidade de outro crime, qual seja, o porte ilegal de arma de fogo pelo denunciado Pablo Ariel dos Santos".
O trabalho de perícia concluiu que cinco tiros foram disparados contra a viatura, sendo que o policial Adriano sofreu lesões graves ao ser atingido no rosto.
Cristiano e Pablo Ariel foram presos durante a investigação policial e conquistaram o direito de responder o processo em liberdade e recorrer da sentença fora dos sistema carcerári. Cristiano foi solto primeiramente por colaborar com as investigações. Pablo ficou dez meses preso, após, foi solto por excesso prazo da prisão provisória. Ambos poderão ser recolhidos ao Presídio Estadual de Erechim assim que ocorrer o trânsito e julgado da sentença ou o recurso da defesa ser negado em segunda instância.
O promotora Stela Bordin, que atuou pela acusação, disse que a condenação ocorreu graças ao trabalho da Polícia Civil. Segundo a representante do Ministério Público, foi realizado um grande trabalho de investigação para elucidar os crimes e comprovar a autoria dos mesmos, por meio "num extenso inquérito policial de mais de 300 páginas, onde todas as informações foram apuradas minuciosamente".
Stela Bordin destaca que desde o primeiro dia, "aportaram informações anônimas apontando os acusados e a motocicleta usada na ocorrência foi reconhecida. Os acusados também fizeram publicações ofensivas a BM no Facebook, orgulhando-se de 'não estarem nem ligados neles'. Uma pessoa viu os réus escondendo a moto e o acusado Pablo falando que descarregou a arma na polícia. Testemunhou e o cerco foi fechando. Cristiano foi parar na cidade de Cruzaltense, em fuga, e lá falou para umas pessoas do seu envolvimento no crime. Elas testemunharam. Eles foram presos temporariamente. Cristiano confessou os crimes durante o júri. Os álibis de Pablo que continuou apresentando foram contraditórios e desmantelaram a tese defensiva de negativa de autoria. Ou seja, muito forte a prova produzida", destacou a promotora.
O advogado Érico Alves Neto, defensor de Pablo Ariel dos Santos, disse ontem (26) que já ingressou com recurso no Tribunal de Justiça. Na ação o defensor reitera a tese sustentada em plenário de negativa de autoria. Na tese subsidiária, Érico Alves Neto também argumenta que Pablo não teve a intenção de matar. Os advogados João Cristóvan Zanin Zanella e Ramiro Kunze, anunciaram que irão buscar a redução da pena de Cristiano Edegar Michalczuk.

 

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