Desde que a "Lei Seca" (Lei n° 11.705) entrou em vigor em 2008, as autoridades buscam divulgar os resultados das ações, punições e também as campanhas de conscientização. Nacionalmente, um dos principais problemas enfrentados pela discalização está relacionado a utilização indevida de informações que são divulgadas em grupos de WhatsApp e outras redes sociais.
A atitude de informar os lugares onde as blitz são realizadas se tornou uma prática normal para algumas pessoas. Porém, nem todas sabem que é crime previsto em lei. De acordo com o advogado especialista em trânsito, Daniel Domingues, quem for flagrado avisando sobre blitz policiais, pode ser enquadrado pela prática do crime prevista no art. 265, do Código Penal, o qual trata do "atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública", onde prevê a pena de reclusão de um a cinco ano, mais multa, para o condutor que for condenado, após passar pelo devido processo legal.
Em Erechim, um grupo de WhatsApp conta com a participação de quase 200 pessoas, onde o principal foco é avisar sobre as fiscalizações que são realizadas ao longo dos meses. Segundo o titular da Diretoria de Trânsito, Luis Paulo Weschenfelder, alertar sobre as fiscalizações prejudicam a sociedade. "As pessoas estão realizando um desserviço. Além dos condutores que estão sob efeito de álcool, também pode estar pessoas que estão com mandado de prisão expedido, com contrabando, drogas e receptação".
As denúncias podem ser realizadas de forma anônima através do Disque 181, ou pelo WhatsApp (51) 9 8418-7814, ou na delegacias de polícia de Erechim.