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Esportes

Herói ou vilão, os desafios dos goleiros

Goleiros do Ypiranga e Atlântico contam o início de suas carreiras e dificuldades

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Por Kaliandra Alves Dias
Foto Kaliandra Alves Dias

Eles são donos das defesas memoráveis. Dos milagres que acontecem nos minutos finais de uma partida, e que faz o torcedor vibrar como se fosse um gol marcado. A missão dos goleiros tem um peso maior do que a maioria dos apaixonados por futebol imagina. Eles carregam o fardo de se tornarem heróis e vilões em poucos minutos, mas apesar de toda a desconfiança, carregam consigo o orgulho da posição. E hoje, 26 de abril, comemora-se o Dia do Goleiro no Brasil. 

A homenagem surgiu em 1975, após uma iniciativa do tenente Raul Carlesso e do capitão Reginaldo Pontes Bielinski, que na época eram professores da escola de Educação Física do Exercito. No inicio, a data foi comemorada no dia 14 de abril. Porém, no ano seguinte, foi celebrada em 26 de abril. Uma singela homenagem ao goleiro Haílton Corrêa Arruda, o Manga, que nasceu neste dia. 

Da experiência a base:

Aos 34 anos, o goleiro Rodrigo Santos vem atuando como titular do Ypiranga na Série C do Brasileirão. O sonho de ser goleiro iniciou ainda na infância, quando brincava de futebol na escola e com amigos. Tendo como inspiração o goleiro da Seleção Brasileira, Taffarel, Rodrigo nunca se imaginou em outra posição. 

Oriundo das categorias de base do Canarinho, Guilherme Gritti (21) migrava entre as posições, até que se adaptou ao gol. Tendo como referência Casillas, Gritti é goleiro titular da equipe na Divisão de Acesso. O camisa 1 é o goleiro menos vazado da competição, com apenas três gols sofridos.

Gottfried (27) é conhecido pelos 2m04 de altura. Aos 11 anos, o sonho de ser goleiro iniciou após o gaúcho assistir a uma disputa de pênaltis da Seleção da Brasileira. Após ver Taffarel brilhar, Gott batalhou para que o seu sonho se tornasse realidade. 

Renato Rörig (19): "Acho que foi a posição que me escolheu, por que quando se faz o que  gosta e muito prazeroso. Me inspiro no Neuer. Iniciei como zagueiro aos sete anos. Meu irmão era goleiro e acabou me influenciando, e logo gostei da posição.. aos oito já era goleiro  e nao parei mais. Acho que é uma posição que precisa ser mais valorizada, porque temos mais responsabilidades, mas ao mesmo tempo vem sendo mais estudada e em uma crescente valorização".

Allan Araújo (21) : "Como minha mãe sempre fala, a primeira palavra que falei na vida foi bola. Como tenho um irmão sete anos mais velho, sempre queria que eu fosse pro gol, foi aí que tudo começou. Gosto muito do Júlio César, que essa semana se aposentou no Flamengo, foi um goleiro que eu sempre me inspirei. Apesar de ter visto outros goleiros com muita qualidade, como Buffon, Casillas, Dida, Marcos... mas foi o Júlio que me chamou a atenção. Atualmente, existem muitos goleiros de alto nível, com características diferentes, o que procuro fazer é estar sempre observando e procurando aprender da melhor maneira possível".

Mas o sucesso dos goleiros dentro de campo também é o reflexo do trabalho desempenhado pelos preparadores de goleiros. Aos 38 anos, João Fernando Borges é o nome por trás dos treinos realizados diariamente no Colosso da Lagoa. Formado em educação física, João se tornou treinador por gostar da posição. "O papel do treinador de goleiros é muito importante, não é apenas chutar a bola, e sim, organizar os trabalhos individuais e que auxilie ainda mais no esquema tático do treinador principal".

Assim como no futebol de campo, os goleiros do futsal também precisam de agilidade, flexibilidade e equilíbrio. Aos 29 anos, Fernando Pereira, o Careca iniciou a carreira como atacante, porém, um dos goleiros desfalcou o treino. E neste momento, que Careca tomou a iniciativa e foi para o gol. Tendo como inspiração goleiros como Batata e Mazolla, o goleiro titular do Atlântico enfatiza que a maior dificuldade na posição é o emocional. "É necessário um emocional forte para lidar com as situações de jogo.  

Ângelo Antonio Mariga (22): "Escolhi ser goleiro jogando bola com meu pai atrás de casa, e vendo jogos dos goleiros da seleção brasileira de futebol e futsal! tenho como inspiração Tiago, goleiro da seleção de futsal, também nos goleiros em que tive oportunidade de trabalhar junto, como o Igor (nosso preparador de goleiros), Baranha, Gaúcho, Rennan, Maizena, Djony e agora o Careca. Iniciei jogando na linha, mas sempre gostava de ir ao gol, então vi que ali era meu lugar. Temos varias dificuldades em nossa posição, mas a mais difícil é saber que você pode ser o vilão a qualquer momento".

Jean Carlos Wahl Junior (19): "Escolhi ser goleiro através do meu pai que também era goleiro da empresa em que trabalhava, e isso se tornou um sonho pra mim. Me inspiro em vários goleiros, Guitta por exemplo, que ainda não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente. O nosso treinador de goleiros, Igor, que consegui ver ele jogando, Careca e

Ângelo que estão comigo no dia-a-dia e ensinando muitas coisas. A maior dificuldade está em nosso dia a dia, nos próprios treinamentos, onde sempre temos que estar preparados para ter uma boa atuação em jogos".

Leonardo Felipe Nunes (18): "Iniciei aos 7 anos, no Molekes do Progresso de Futsal. Me inspiro no Ângelo e no Careca, por ser dois dos melhores goleiros do Brasil, e também por estarem sempre me ensinando, e ajudando durante os treinos. Me inspiro no Lavosier, por ter um porte físico parecido com ele".

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