O corpo do cantor e repentista Volmir Martins (48) será enterrado neste domingo (28) em Venâncio Aires. O velório iniciou às 20h de onrem (27) no 35 CTG, na capital gaúcha. Volmir Martins morreu na madrugada deste sábado (27) após sofrer um acidente na altura do KM 8 da estrada que liga a cidade de Getúlio Vargas ao distrito de Rio Roldo, no interior do município.
Na noite de sexta-feira (26) o músico tradicionalista participou como convidado de honra do tradicional Baile da Erva Mate realizado no centro de eventos do município de Áurea. A promoção era do Instituto Brasileiro da Erva Mate (Ibramate), Escritório Regional da Emater prefeitura municipal e Rádio Polska. Durante o baile, Martins interpretou seis músicas ao lado dos integrantes de Os Monarcas e na sequência de despediu do público e autoridades para iniciar viagem de retorno para a região Metropolitana, pois tinha havia sido contratado para outro baile na noite deste sábado.
Ao encerrar a última música no evento de Áurea, Volmir Martins disse: “Tio Gildo. Que Deus abençoe o senhor e os Monarcas e todas as pessoas que dançam por este Rio Grande afora”. O vídeo foi compartilhado no Facebook pelo internauta Genoir Spiwakoski e está disponível em https://goo.gl/BTYkjj. O som era da obra "Criado em Galpão!" de Os Serranos. (veja letra no fim desta matéria)
Logo após, Volmir Martins embarcou na própria van e seguiu dirigindo pela ERS 477. Antes de chegar no distrito de Rio Toldo, optou em seguir pela estrada não pavimentada em direção a ERS 135, em Getúlio Vargas. Sete quilômetros depois perdeu o controle do veículo que caiu no Rio Castilhas.
O veículo ficou parcialmente tombado no lado do motorista, que ficou submerso pela água. A suspeita inicial era que a morte tenha sido provocada por afogamento. De acordo com o laudo de necropsia do Instituto Médico Legal de Passo Fundo a causa da morte foi traumatismo craniano. Outras pessoas que viajaram com ele sofreram ferimentos leves. O socorro foi prestado pelo Corpo de Bombeiros de Getúlio Vargas.
Conheça a letra da última música interpretada por Volmir Martins
Criado Em Galpão
Os Serranos
Nasci na pampa azulada e da minha terra eu sou peão
Estampa de índio campeiro que foi criado em galpão
Gosto do cheiro do campo e do sabor do chimarrão
E de dobrar boi brabo a pealo nos dias de marcação
Gosto de fazer um potro se cortar na minha chilena
Pra sentir o sopro do vento me esparramando a melena
Pra sentir o sopro do vento me esparramando a melena
Meu sistema de gaúcho é mais ou menos assim
Uso um tirador de pardo arrastando no capim
Uso uma bombacha larga com feitio do melhor pano
E um trinta ao correr da perna com palmo e meio de cano
Gosto de fazer um potro se cortar na minha chilena
Pra sentir o sopro do vento me esparramando a melena
Pra sentir o sopro do vento me esparramando a melena
Crinudo que sacode arreio engancho só na paleta
Pois as esporas que eu uso tem veneno na roseta
Tenho um preparo de doma trançado com perfeição
Pra fazer qualquer ventena saber que é este peão
Gosto de fazer um potro se cortar na minha chilena
Pra sentir o sopro do vento me esparramando a melena
Pra sentir o sopro do vento me esparramando a melena
O dia em que eu não puder aguentar mais o repuxo
Talvez o rio grande diga lá se foi mais um gaúcho
Mas enquanto eu tiver força laço domo e tranço ferro
E na invernada do mundo mais um rodeio eu encerro
Gosto de fazer um potro se cortar na minha chilena
Pra sentir o sopro do vento me esparramando a melena
Pra sentir o sopro do vento me esparramando a melena.
Notícia atualizada às 7h33 deste domingo.